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Afinal, o peixe morre pela boca?
Wednesday 08/08/2012 às 23:01 1555 Views Arquivado em: Literatura e Blá Blá Blá

A expressão da vez é “amostra grátis”: todo mundo quer experimentar antes de investir em alguma coisa nova, e com a literatura não seria diferente. Há duas maneiras básicas de promover este “test-drive” literário: a digital e a impressa. Como a impressa é bem mais dispendiosa, quase sempre as editoras optam pelo formato digital.

Na impressa é comum você receber alguns capítulos, numa espécie de folheto com o começo do livro. A ideia é que você comece a ler e fique tão curioso pra ler o resto que vá lá e compre o livro. Já aconteceu comigo, e funcionou. Duas vezes. No digital, ao mesmo tempo que é mais fácil fazer a pessoa clicar, nem sempre é tão fácil fazê-la ler, e por isso mesmo ela também tende a esquecer mais rápido, e a menos que o link pra compra do livro esteja bem próximo, a medida pode tornar-se em boa parte inócua.

De qualquer forma, fora a relação puramente prática de compra e venda do livro, tem uma outra questão, essa que preocupa bem mais autores que editoras – ou não. Existem muitas expectativas sempre que um livro novo é lançado, e com “Três Céus”, que levou anos para ficar pronto e ser publicado, e que vem depois de “Todas as estrelas do céu”, um romance escrito uma década antes, essa expectativa é ainda maior. “Afinal, a escrita do Enderson está mais madura? Quanto? Há anos que escuto falar desse livro, será que valeu a pena esperar? Nunca tinha visto um romance que se propusesse a contar os bastidores da aviação, será que ele vai contar como é a vida dos pilotos e aeromoças?”

No texto da orelha, na apresentação do livro, nós ainda podemos controlar melhor a reação dos leitores, podemos resumir de forma mais coerente a história, podemos sugerir sentimentos que façam o leitor se interessar pela obra. Mas quando você disponibiliza o primeiro capítulo, não tem escapatória. O que o leitor achar, achou. Pode ser uma venda garantida, e pode ser uma decepção irreversível. No caso de “Três Céus” então, que acaba exigindo um começo mais didático – porque o universo da aviação é complexo e leva tempo até acostumar o leitor aos termos e modos dele – essa estratégia é ainda mais arriscada.

Mas, como a Gutenberg não tem medo de uma boa briga, aí está, o primeiro capítulo de “Três Céus”!

Se vocês gostarem, é só pedir na Saraiva, onde ele está em pré-venda, ou aparecer lá na Bienal de SP, onde estarei aguardando vocês dia 18 de agosto, às 16h, no estande do Grupo Editorial Autêntica. A isca está jogada, mas quem decide se morde o anzol ou não, são os peixes. Beijo enorme e até breve, pois estou contando os dias pra encontrá-los nessa Bienal, que promete!

Lançamento de Três Céus em Florianópolis-SC:  dia 24, 19h, Nobel do Floripa Shopping




Sobre o autor do post:

Enderson Rafael nasceu em Florianópolis, em 1980. Escreveu seu primeiro romance, aos 19 anos. Formou-se bacharel em Comunicação (Publicidade e Propaganda) pela ESPM-Rio, escola que em 2006 apoiou a publicação de seu segundo livro "Propaganda e Marketing para vestibulandos, calouros, curiosos e simpatizantes". Neste meio tempo, escreveu dois roteiros de longa metragem para cinema, "Geribá" e "Mil Mares". Em 2010, lançou seu primeiro romance, "Todas as estrelas do céu" e agora trabalha como comissário de voo, profissão na qual já soma 5 mil horas de voo e que inspirou seu segundo romance, a ser lançado em 2012, "Três Céus" pela editora Gutenberg.
E-mail: endeblog@gmail.com



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