Entrelinhas #9 – Breve comentário sobre tamanho 04/05/2011
Um assunto muito discutido em meios literários é a extensão de uma obra. Existem aqueles que defendem os livros longos, usando como argumento que assim a história torna-se mais detalhada; de outro lado, há os que preferem livros curtos, pois afirmam que a síntese é mais importante que detalhes. Então, como definir a linha que separa a obra demasiada longa e enfadonha, da extensiva, mas com detalhes relevantes? Como compreender o limite entre síntese e

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Entrelinhas #8 – A psicologia da Fantasia 13/04/2011
“Enquanto houver um louco, um poeta e um amante haverá sonho, amor e fantasia. E enquanto houver sonho, amor e fantasia, haverá esperança.” (William Shakespeare) É espantosa a disseminação da literatura fantástica nos tempos de hoje. Certamente, em nenhuma época houve tal burburinho em torno deste gênero que tanto satisfaz os mais diversos gostos. Alguns dizem que Tolkien é o culpado – se é que podemos chamá-lo assim -, pois vem dele a Alta Fantasia,

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Entrelinhas #7 – De um livro que tornou-se um espectro 06/04/2011
Peço aos leitores que me abram espaço para um post um tanto quanto pessoal neste dia. Não usarei de críticas mordazes ou de observações linguarudas hoje; não falarei das obras alheias, tampouco constatarei fatos indignos como fiz ultimamente. Não. Se me permitem, caros leitores, falarei de algo mais íntimo e profundo: falarei de mim mesmo… Hoje é quarta-feira, 06 de Abril de 2011… Há doze anos eu estava sentado, em silêncio, na varanda da casa

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Entrelinhas #6 – O Artista Genial e o Artista Bem-Sucedido 30/03/2011
Há um consenso geral de que se um sujeito é genial logo será bem-sucedido, mas não é bem assim. No mundo das artes existe uma diferença tremendamente vasta entre ser gênio e ser bem-sucedido. Mas o que define isso é o ponto ao qual trataremos de forma breve aqui. Atenhamo-nos ao assunto então. Existe uma máxima romana que diz: “De mortuis nil nisi bonum“, que, literalmente, quer dizer “Dos mortos só se diz o bem”.

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Entrelinhas #5 – A incapacidade Que Gera Incapazes 23/03/2011
Já ouvi muitas vezes, e com certa reticência, falarem sobre estilos de escrita. Confesso que sempre observo atentamente aqueles que debatem o assunto, pois é realmente cômico. Correndo o risco de ser exato, conheço uma ou duas exceções de livros que tratam sobre prosa e estilo que valham a pena serem lidos; os demais foram extensivamente feitos por pessoas inaptas que não sabem escrever. Curiosamente, o assunto parece atrair a atenção severa de professores universitários

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Entrelinhas #4 – Capas: o desvirtuamento da literatura? 16/03/2011
Muito me apraz passar de fronte uma livraria e olhar as capas cheias de penduricalhos que lá se encontram. Contudo, meu prazer é meramente momentâneo, posto que estas capas raramente cobrem um bom livro. Um aspecto curioso de nosso tempo literário – refiro-me, obviamente, aos séculos XX e XXI -, é o fato de os livros conterem mais substrato em suas capas do que em seus interiores. Duplo contra-senso, pois a inversão disso é que

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Entrelinhas #3 – De que maneira Victor Hugo encontra-se com Tolkien 09/03/2011
Dois escritores distintos. Cada qual de uma época diferente. Contando pelas respectivas datas de nascimento, estão separados por noventa anos de acontecimentos num tempo em que tudo convergia para a mudança brusca. Contudo, não é exatamente sobre eles que falaremos agora e sim sobre suas formas de escrita e como elas podem – e devem! -, ser fundidas urgentemente na literatura atual. Assim, os leitores podem substituir o título acima por um mais direto: “De

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Entrelinhas #2 – Escrever ou não escrever? Eis a questão. 02/03/2011
Certamente podemos utilizar o célebre questionamento de Shakespeare em tudo. Em Hamlet, Shakespeare questionou o “ser”, aqui questionamos o “escrever”. Falemos de forma breve sobre isso. Muitos são os que escrevem em nosso tempo. Poucos, contudo, escrevem de fato. Escrever, como suprema arte que é, não se trata apenas de rascunhar miríades de palavras insossas, postas lado a lado num continuum tedioso e sem sentido. O que vejo saltando aos olhos nas livrarias atuais são

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Entrelinhas #1 – Da realidade das coisas 16/02/2011
“Ver muito lucidamente prejudica o sentir demasiado“ (Fernando Pessoa) A primeira vez que li esta afirmação fiquei espantado. Primeiramente, por não ser uma afirmação em si e sim uma constatação, em seguida por captar o seu sentido – coisa que me fez enxergar o quanto é óbvio o que ele diz – e por fim, e não menos importante, por trazer-me algo há muito perdido. O que Pessoa diz nesta frase é bem simples: se

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