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Coluna das Gêmeas #80 – Especial: Depressão Pós-Livro
Sunday 17/06/2012 às 07:05 2730 Views Arquivado em: Coluna das Gêmeas

Bom dia a todos! Como estão? Nós temos o orgulho de dizer: estamos de férias! :29 Passamos em todas as matérias (até estatística!)! Finalmente vamos poder ler, comentar direitinho por aqui e nos divertir!
Por falar em ler, sabem quando um livro chega ao final, e você simplesmente não consegue aceitar? Ou porque está muito triste com o final, ou porque gostou tanto que não queria que tudo acabasse, como se você realmente fizesse parte dele? Isso se chama Depressão Pós-Livro. Acredito que todo mundo já passou por isso em algum momento, e não poderia ser diferente conosco e com a equipe, certo? Por isso, essa semana nós falaremos sobre esses livros que, ao mesmo tempo em que nos fizeram sofrer com o seu final, estão marcados na nossa mente e coração!
E mais uma coisa: chegamos à coluna 80! \o/ Então não poderíamos deixar de fazer uma promoção: todos aqueles que, ao comentar, disserem qual livro te deixou com DPL (ou mesmo se não teve um único que causasse isso), vão concorrer a um kit de marcadores, livretos e uma surpresinha! :12

Amanhecer – Stephenie Meyer

Sério, esse livro é mesmo de deixar a gente com depressão pós-leitura, como aconteceu com a Yara: “Sei que muita gente não gosta da Saga, mas eu sou apaixonada… Amanhecer não é meu livro favorito da série, porque não consegue ganhar de Lua Nova, mas como foi o último da série, e eu tive que me despedir dos personagens, da história… Foi desesperador. Chorei até não conseguir mais quando li FIM na última página e percebi que depois daquele momento não iria mais acompanhar a história do Edward, não ia mais chorar e me revoltar com a Bella, sorrir com a Alice, suspirar com o Carlisle… Enfim, eu estava órfã e teria que aprender a viver com isso. Foi e ainda é triste lembrar que acabou, e sempre que consigo, estou relendo algum pedacinho de algum dos livros… A saga em si tem um significado sentimental muito grande para mim, porque passei muito tempo quase vivendo pelos personagens, de tanta admiração pela história… Tenho uma coleção enorme de tudo o que é relacionado a Saga e não consigo nem pensar em me separar de nada das minhas coisas fofas… Até o bolo do meu último aniversário foi da Saga… Então, quando acabou, já dá para imaginar que um pedaço de mim acabou se perdendo junto, né?”. Te entendo, amiga. Me senti órfã quando acabou! :03
Para você que não conhece a história (Oi? Que planeta você vive?) ou ainda não leu (indireta para a Tatiana :32 ), esse é o resuminho: Bella finalmente parece que vai conseguir o que tanto deseja – ser imortal e viver o para sempre ao lado do meu amado do seu amado Edward. Para isso, está se casando! Mas nem tudo vão ser flores, porque, durante a lua de mel, o casal terá uma surpresa um tanto quanto inédita, e a vida pode nunca mais ser a mesma.
Essa semana saiu o teaser trailer oficial da parte 2 do filme (que você confere aqui!). Quem quis gritar e apressar o calendário levanta a mão! \o/

A Última Música – Nicholas Sparks

Nicholas Sparks tem o talento de te fazer desidratar no final dos livros. Quem aí discorda? Pois é. Mas com esse livro foi diferente: quando eu li, estava trabalhando com meu pai, e de uma hora para outra, não conseguia mais largar. Tinha gente no escritório e eu segurava muito o meu choro. Meu pai já tinha me avisado: “no finalzinho, até eu chorei”. Olha, sofri demais. Não parava de chorar, minha mãe precisava sentar ao meu lado e falar “minha filha, é só um livro, não tem motivo para ficar desse jeito…”. :36 Aí, para me distrair, eu fui ver um filme, e estava passando Flicka. Vocês já viram? Pois é, tem uma parte que um cavalo sofre e todo mundo sofre, e eu sofri e chorei mais ainda, a ponto de ficar com dor de cabeça e ter que tomar remédio – é porque eu via o sofrimento e me lembrava do livro, então já viram… Nos dez dias seguintes, era eu lembrar o filme que acabava chorando. Não queria que tivesse terminado daquele jeito, não queria que a Ronnie sofresse tanto, nem que o Jonah sofresse. :21
Olhe só a sinopse: Ronnie teve sua vida virada de cabeça pra baixo quando seus pais se separaram e seu pai se mudou para Wrightsville. Ela ficou distante dos dois (principalmente do seu pai), e sua mãe não ajudou muito mandando ela e seu irmão passarem as férias junto com ele, três anos depois da separação. No começo tudo foi meio conturbado – Ronnie rejeitava qualquer tipo de aproximação com seu pai, se envolveu com um pessoal bagunceiro e arrumou problemas. Até que ela conhece Will (pausa para suspiros :23 ), e acaba se apaixonando, ao mesmo tempo em que vai baixando a guarda. Ela só não esperava viver um grande amor e, ao mesmo tempo, muita dor.
Se você é como eu e a Tatiana, que ao ouvir essa música fica com vontade de chorar, junte-se ao clube!

O Menino do Pijama-Listrado – John Boyne

Não sou nenhuma especialista em guerras (e estou longe disso), mas agora que tenho estudado um pouco mais sobre conflitos no mundo, eu vejo que existem confrontos que, aos olhos dos envolvidos, são impossíveis de serem resolvidas de uma forma que não esta. A conversa é vista como algo que só desperdiçará tempo e que não levará a nada. É triste quando percebemos que, infelizmente, essa é a nossa realidade e que isso sempre esteve presente na nossa história (como meu pai nos disse sobre a abertura de “Que Rei Sou Eu?“, que estamos acompanhando na hora do almoço :31 ).
No livro, Bruno é um garoto de nove anos que teve que sair de sua casa para um lugar em que não havia ninguém para brincar com ele e onde, de sua janela, só conseguia ver uma cerca que o separava de pessoas vestidas com a mesma roupa, uma espécie de pijama. Aquilo lhe era muito estranho, mas não foi o suficiente para impedi-lo de rondar o local e de conhecer Shmuel, um garoto que nascera no mesmo dia que ele e que acaba se tornando seu amigo. O problema é que Bruno ainda não consegue entender o motivo dessas pessoas estarem naquela situação e muito menos os fatos que, gradualmente, ele descobrem ligar seu pai à essas pessoas.
Este livro foi o escolhido pela Dana, que tinha muitos outros para indicar, mas que o escolheu pois “com um final totalmente inesperado, foi um dos livros que mais marcou. Sempre que leio um livro que tem como pano de fundo a Segunda Guerra Mundial eu fico comovida, pois são histórias que mesmo fictícias são muito reais, a realidade daquela época foi de uma tristeza devastadora que qualquer história que tenha tal contexto fica muito sofrida e marcante.
Se você imagina que esse livro pode mexer demais contigo, ainda tem a opção de ver a adaptação feita para os cinemas que estreou em 2008! Confira o trailer aqui!

Querido John – Nicholas Sparks

Já falamos desse livro na coluna de Correspondências e, bem, não tem como não pensar numa depressão pós-leitura e não lembrar desse livro. Foi o primeiro do Nicholas Sparks que eu li e em apenas dois dias, meu coração ficou partido e eu fiquei meio sem reação. Não sei se o fato deste ter sido o primeiro do autor que li, mas sua história, pra mim, é TÃO possível de acontecer que me senti tocada duas vezes: uma pelo destino de seus personagens e, segundo, que eu me coloquei no lugar da Savannah diversas vezes. Nunca passei pelas coisas que ela passou, mas sabe quando algumas atitudes simplesmente parecem fazer suas engrenagens funcionarem de uma maneira que você nunca imaginou? :32 Sabe quando você percebe que são nas nossas decisões mais pequenas, mais “desinteressantes” que acabamos por mudar nossas vidas? Eu fiquei com medo de fazer qualquer escolha depois da leitura desse livro (mas isso já passou!), principalmente quando estiver envolvendo a vida de alguém que eu amo, porque tenho certeza de que tomaria algumas das decisões da Savannah. Pra mim é muito fácil me deixar em segundo plano quando o assunto envolve algumas pessoas da minha família e do meu convívio, e com a leitura desse livro, ficou cada vez mais claro que eu preciso pensar bem nas minhas prioridades.
Pra quem ainda não conhece a história, John Tyree fora um adolescente quase sem rumo, digamos assim, mas encontra um sentido nela após entrar no Exército. Alguns anos depois, porém, quando volta para casa em uma licença, conhece a jovem Savannah, uma estudante envolvida com um projeto social que, além de muito bonita, podia realmente dar um novo curso à sua história. Porém, os atentados de 11 de Setembro acabaram por mudar completamente alguns planos dos dois e, no final das contas, os impactos dessa barbárie mexeram com todo o rumo da história. :21
Sem pre quando me pedem uma recomendação do Nicholas Sparks, penso neste livro como primeira opção, pois além da história linda, passa uma mensagem sensível e que serve de aprendizado para todos!

As Crônicas de Nárnia – C. S. Lewis

Não sei se isso acontece com vocês, mas toda vez que vejo este livro – seja lá onde for – me lembro de dona Priscila Braga, que sei que é uma fã incondicional da série. Segundo a própria, “Fico depressiva com fim de series que gosto muito de uma forma geral. Como na última coluna falei de HP dessa vez vou falar de As Crônicas de Nárnia. Quando li “A Ultima Batalha” deu um aperto no coração …. Vontade de voltar pro primeiro livro e começar tudo de novo!“. Ou seja, se ele a faz querer reler logo depois de ler (como aconteceu comigo em Anna e o Beijo Francês! :23 ) pra curar a angústia, a história deve ser boa pra caramba, né?
Tudo começou em 1949 com a publicação de “O leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa“, aquela mesma história do primeiro filme de As Crônicas de Nárnia, com as crianças e aquele mundo encantando maravilhoso dentro de um guarda-roupa (queria encontrar uma passagem para a Disney ou a uma biblioteca secreta no meu guarda-roupa, hein? :16 ). Depois, vieram mais seis livros que, juntos com o primeiro, ficaram conhecidos como As Crônicas de Nárnia. Apesar do livro ser bem grande, são as sete histórias reunidas de acordo com as escolhas do autor em um único volume, ou seja: dá pra ler tranquilamente! :18




Sobre o autor do post:

Ei, você! Sou Tatiana, mineira de coração e com 23 anos nas costas. Sou uma geminiana que está bem próxima daquela descrita pelo signo - ou seja, não consigo ficar presa a uma coisa só por muito tempo e estou sempre pensando em tudo. Sou fangirl em tempo integral e me envolvo com muita facilidade nas histórias das minhas novelas mexicanas. Estudo RI (ESTÁ ACABANDO! O QUE SERÁ DA MINHA VIDA?), mas quero fazer milhares de coisas na minha vida, desde ser designer de interiores até pesquisadora sobre cultura. Ouço muita música velha, leio muitos livros (quando posso) e amo quase tudo que envolva algodão doce. Também não ligo se você preferir me chamar de Fernanda - acontece muito, veja bem.
E-mail: tatitaleite@gmail.com



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