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Coluna das Gêmeas #144 – Debaixo D’água
Sunday 06/10/2013 às 10:02 1057 Views Arquivado em: Coluna das Gêmeas

O segundo semestre na faculdade geralmente passa voando: agosto parece que demora, mas quando chega ao final, as provas estão se aproximando e tudo o que você quer é que passe mais rápido. Passa tão depressa que outubro já chegou, outras provas aparecem, você já está cansado de tanto trabalho e cobranças e só consegue pensar que, dentro de mais ou menos oito semanas, dezembro chega e as férias tão sonhadas também. Enquanto isso, você fica permanentemente naquela sensação de que os prazos irão de engolir e você irá se afogar em trabalhos, provas, mais trabalhos e cansaço. E falta de colocar o sono e a leitura em dia. É assim que eu e a Tatiana estamos nos sentindo – ainda mais que as datas para entrega de trabalhos finais estão cada vez mais próximas. Às vezes dá vontade de só se esconder e esperar tudo passar, pra ver se você consegue descansar apropriadamente, mas e quem disse que dá? Nem tempo pra descansar nos sobra!
Uma ótima forma de “esquecer” os problemas é na piscina ou no mar. Mesmo que você seja da turma que não sabe nadar (bem vindos ao clube! :12 ), não tem nada mais gostoso que passar uma tarde com os pés no mar, pensando na vida, ou na piscina, trabalhando o músculo de tudo quanto é parte do corpo para chegar ao final do dia e você só querer tomar banho, comer e dormir. O desgaste físico nos ajuda a deixar temporariamente de lado o desgaste intelectual, e por incrível que pareça: isso é saudável!
Porém, nem sempre ficar debaixo d’água é uma coisa boa, e as capas dos livros dessa semana mostram que a “realidade de algumas histórias fictícias” (essa frase ficou bem profunda, não acham? :14 ) pode ser mais desgastante que passar o dia todo correndo na areia (só de passar umas duas horas andando eu já fico com as pernas doendo no dia seguinte inteiro! Sou ou com certeza sou uma sedentária?). Espero que gostem da seleção, cuidado com as piscinas, rios, lagos, lagoas e mar nesse calor, usem protetor solar e até semana que vem!

Limiar – Jessica Warman

LIMIAR_1375928801P Acho que uma das coisas mais interessantes nessa capa, além do fato de que ela ficou muito mais legal pra mim quando percebi que se tratava de alguém debaixo d’água, é que ela me faz pensar em sol, férias de verão e festa. Tudo bem que não dá pra ver a cara da pessoa em questão e nem pra saber se ela está confortável ou na nesta posição, mas por algum motivo eu me lembrei daquele clipe de Baby Love, da Nicole Scherzinger, que eu adoro. Ainda que ela passe um bom tempo num iate e eu não consigo me imaginar num lugar assim (porque convenhamos, o negócio pode ser o mais caro de todos, mas ainda assim vai balançar!), tudo é tão bonito, né? A história de amor e os dois juntos, aproveitando a vida como se não houvesse mais nada e nem ninguém no mundo pra atrapalhar… Isso tudo me faz pensar nesse livro. Liz Valchar é uma garota que tem tudo à sua disposição: além de rica e linda, tem um namorado maravilhoso. Os dois se juntam com seus cinco melhores amigos pra comemorarem o aniversário de Liz em um iate particular, no melhor estilo “a cara da riqueza”, mas as coisas não terminam tão bem assim – Liz acorda no dia seguinte percebendo que as coisas estão, no mínimo, estranhas: ela vê um corpo boiando no mar. O seu corpo. Liz está morta. Agora, contando apenas com a ajuda de Alex, um garoto que morrera um ano antes em um acidente, ela terá que descobrir como foi que ela mesma morreu.
Gente, que história creepy! E eu quero ler! Hahahahahahaha Acho que posso ficar tensa em muitas partes desse livro, afinal de contas trata-se de uma personagem que morre e que vai atrás do mistério por trás da sua morte, mas por incrível que pareça, eu fiquei mais curiosa do que com medo! Já está na minha lista de desejados!

O Oceano no Fim do Caminho – Neil Gaiman

O_OCEANO_NO_FIM_DO_CAMINHO_1369426298P Quem conhece o meio literário sabe que Neil Gaiman é um autor muito renomado e dono de uma legião de fãs fervorosos pelos seus contos. Eu, na verdade, não sabia que ele era tão importante assim até me deparar com esse livro, eu acho – e se ouvi falar dele antes, não lembrava! O fato é que, quando esse livro foi lançado nesse ano, muita gente ficou empolgadíssima! Este livro é mais um conto do autor, que narra a história de um homem de uns quarenta e poucos anos se lembrando de sua infância. O personagem não tem nome – e esse artifício, particularmente, eu admiro muito, principalmente por sua capacidade em levar o leitor a se colocar no lugar do tal personagem – e volta para sua cidade natal, onde passou a infância e o início da adolescência, após um funeral. Não sei se acontece com vocês, mas quando eu volto pra minha cidade natal, muitos sentimentos tomam conta de mim – aliás, a primeira vez que voltei pra Campo Grande depois que voltei a morar em Belo Horizonte foi bem impactante pra mim, principalmente por conta daquele sentimento de se sentir familiarizada com o local, mas ao mesmo tempo não se sentir mais em casa, por mais que tudo lhe pareça tão natural. Sei lá, minha relação com Campo Grande é muito ambígua, mas enfim, voltemos à história do livro. O protagonista viveu anos muito difíceis nessa cidade, ainda mais quando seus pais começaram a passar por dificuldades financeiras e resolveram alugar o que costumava ser seu quarto para hóspedes (omg, eu não quero nem pensar no quão estranho isso deve ser, ainda mais para uma criança). Um desses viajantes acabou roubando o carro da família e se matando dentro dele. E já não bastasse esse acontecimento horrível, forças sobrenaturais despertam e passam a interferir na vida dos moradores da pequena cidade, inclusive do personagem. Todos estavam em perigo, e somente aquele menino poderia fazer algo para salvá-los.
Eu não sei se esse livro me agradaria, já que não faz muito o meu estilo e porque li muitas resenhas ressaltando o fato de que a narração é um pouco confusa, mas confesso que fiquei bem curiosa pra saber se o tal menino conseguiu mesmo se livrar desse perigo e como isso o afetou enquanto adulto. Isso sem contar o título do livro, que precisa de uma explicação!

A Desconstrução de Mara Dyer – Michelle Hodkin

A_DESCONSTRUCAO_DE_MARA_DYER_1372965252P Eu esperei muito tempo por esse livro e quase cheguei ao ponto de ler em inglês mesmo – não fosse toda hora um livro virar prioridade na minha lista de desejados, ele já estaria na minha estante há muito tempo (isso se meu dinheiro também permitisse, mas enfim). Eu sou MUITO curiosa com essa história e com a série em si, que além de parecer extremamente instigante, ainda tem toques de suspense! Mara Dyer é uma garota que, como eu, amava os Beatles e os Rolling Stones não se interessava em mensagens do além – aliás, eu MORRO de medo! Tipo aquelas brincadeirinhas com copo, lembram? Eu NUNCA consegui brincar com aquilo – até porque, QUE TIPO DE BRINCADEIRA É ESSA, MINHA GENTE? :08 Mas voltando ao livro, Mara acaba brincando com uma tábua oujia para não contrariar sua melhor amiga em seu aniversário. Eu já vi algum seriado na época da Fox Kids (sou velha!) em que alguém usava um tabuleiro desses e o negócio era sempre bem creepy… Mas enfim, durante a brincadeira, a única mensagem que Mara recebe é escrita em sangue. Ou seja, QUE MEDO. :07 E o pior é que, por mais que isso parecesse apenas uma brincadeira de mau gosto de seus amigos, os tais amigos MORREM e Mara não – aliás, ela é a única a sobreviver num acidente!! Ainda que tenha sobrevivido, Mara acaba perdendo a memória, e para que ela ficasse afastada de todo o horror que viveu, seus pais decidem mudar de cidade para começar uma nova vida ao lado dela. Entretanto, ela não quer se esquecer. Ela quer se lembrar do que aconteceu e entender o porquê de ter sido a única sobrevivente, e precisa fazer isso antes que as alucinações que começaram a lhe assombrar acabem por deixá-la louca.
Esse é mais um livro que está distante do que eu costumo ler, mas por algum motivo, eu sou completamente curiosa pra saber o que acontece. Acredito que ele seja um pouco mais introdutório que o normal por se tratar do primeiro livro de uma trilogia – os dois livros seguintes, The Evolution of Mara Dyer e The Retribution of Mara Dyer, ainda não foram lançados no Brasil. E ambas as capas também são com um casal debaixo d’água!

Mermaid – Carolyn Turgeon

MERMAID_1339520332P Acho que todo mundo conhece o conto de Hans Christian Andersen, A Pequena Sereia. Ontem, por exemplo, eu descobri que estão vendendo a edição diamante do DVD e eu PRECISO URGENTEMENTE COMPRAR (pedi até de Dia das Crianças pra minha mãe, pra vocês terem uma noção do desespero da criança de 22 anos aqui) porque é um dos únicos DVDs que eu não tenho das Princesas da Disney e que eu não vi inteiro. EU SEI, EM QUE MUNDO EU VIVO, NÉ? Mas tipo, eu sei a história e tal, e saber que tem essa versão cheia de reviravoltas me deixa ainda mais louca para ver o filme e ler o livro.
A princesa Margrethe está observando o oceano durante uma manhã sombria quando presencia uma cena um tanto quanto inédita: uma linda sereia emerge das ondas com um homem quase afogado em seus braços. Logo em seguida ela desaparece, e Margrethe vai resgatá-lo, mas se encanta aos poucos… Mesmo descobrindo depois que ele é nada mais nada menos que o maior inimigo do seu pai. Enquanto isso, Lenia – a sereia e também uma princesa – deseja encontrar novamente o homem pelo qual se apaixonou perdidamente, e está disposta a trocar tudo o que tem, até mesmo sua própria voz, para conquistar o coração do homem. São duas princesas e um guerreiro, e só lendo para saber quem terá um final feliz!
Sério, gente, como é possível alguém que não goste de A Pequena Sereia não querer ler esse livro? Não tem como! E não é como se fosse estragar a imagem que você tem do filme porque as duas são do bem, são nobres, e não é como se a Margrethe fosse a Úrsula! Eu quero saber quem vai ficar com quem! E quero ver se a guerra entre o pai da Margrethe e o príncipe (sim, pelo visto vai ter uma guerra) vai dar em alguma coisa ou não!

Atormentada – Jeannine Garsee

ATORMENTADA_1373561368P Bipolaridade é um assunto sério que deveria receber mais atenção, porque acontece mais do que imaginamos e nem sempre é diagnosticado. Rinn, pelo menos, sabe o que tem e mantém o transtorno sob controle com a ajuda da medicação. Ela é até uma menina comum: mora com a mãe e estuda no Colégio River Hills, que por um acaso tem a fama de ter a piscina assombrada por Annaliese, uma adolescente que se afogou ali há vinte anos. Lógico que, com uma coisa assim, logo iam começar a acontecer coisas estranhas – terríveis, até – com seus colegas, menos com ela que, aliás, não pode ser “atingida” pelo fantasma. Rinn consegue fazer contato com o fantasma, mas ele não é muito amigável e, ao descobrir o motivo, ela pede a ajuda de seu namorado para descobrir a verdade. Mas então realidade e fantasia começam a se confundir e para a menina fica quase impossível diferenciá-las, e ela se pergunta se de fato pode confiar no que sente ou se está mais uma vez perdendo o contato com a realidade.
Ok, que enredo mais sinistro! Não gostaria de fazer contato com nenhum fantasma de adolescente que se afogou na piscina do colégio, muito menos armar algum plano para descobrir uma verdade que eu nem suspeito de que possa ser. É muito pra mim, imagina pra Rinn! Eu acredito que essa capa mostra bem dois lados do livro: a analogia com o afogamento da Annaliese e a sensação de sufoco e falta de opção que a Rinn deve passar por causa de sua doença. Aliás, a Jangada está de parabéns por manter a capa original, porque ela é absolutamente linda (mesmo nessas circunstâncias) e chama muito a atenção do leitor!




Sobre o autor do post:

Ei, você! Sou Tatiana, mineira de coração e com 23 anos nas costas. Sou uma geminiana que está bem próxima daquela descrita pelo signo - ou seja, não consigo ficar presa a uma coisa só por muito tempo e estou sempre pensando em tudo. Sou fangirl em tempo integral e me envolvo com muita facilidade nas histórias das minhas novelas mexicanas. Estudo RI (ESTÁ ACABANDO! O QUE SERÁ DA MINHA VIDA?), mas quero fazer milhares de coisas na minha vida, desde ser designer de interiores até pesquisadora sobre cultura. Ouço muita música velha, leio muitos livros (quando posso) e amo quase tudo que envolva algodão doce. Também não ligo se você preferir me chamar de Fernanda - acontece muito, veja bem.
E-mail: tatitaleite@gmail.com



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2 Comentários em “Coluna das Gêmeas #144 – Debaixo D’água”


#1 Ariane 07-10-2013 - 11:02 -
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Estou doidaaaa pra ler Limiar e Atormentada… :16

Não conhecia A desconstrução de Mara Dyer… fiquei curiosa! hahaha

[Responder]

Tatiana responde:

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Eu também quero muito ler Limiar! Parece ser tão tenso e tão legal, ao mesmo tempo! :22 Fazia muito tempo que eu não me interessava por um livro assim!
A Desconstrução de Mara Dyer parece ser bom, né?

Beijos!

[Responder]

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