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Coluna das Gêmeas #146 – Dia dos Professores
Sunday 20/10/2013 às 10:00 1082 Views Arquivado em: Coluna das Gêmeas

Dia 15 de outubro foi um dia muito especial: o dia dos professores. É uma das profissões mais nobres que existem, e com certeza uma das mais desvalorizadas nesse país. É impressionante como eles passam por milhões de dificuldades e ainda assim levantam todos os dias com vontade de ensinar. Se não fossem eles, vocês não estariam lendo a coluna, nós não estaríamos escrevendo… E muitas vezes eles fazem mais do que só transmitir conhecimento sobre alguma habilidade, eles passam a fazer parte da nossa história e até da nossa vida!
Só com 19 anos que nós passamos a ter professores diferentes por causa das nossas escolhas de cursos na faculdade. Eu fico triste por um lado porque sei que todos aqueles que me ensinaram alguma coisa e mudaram a minha forma de ver o mundo não tiveram a oportunidade de ensinar para a Tatiana (que sério, é uma excelente aluna!), mas ao mesmo tempo eu fico contente porque podemos trocar o que aprendemos e, no final do dia, sabemos mais do que nos foi ensinado nas aulas.
Costumamos manter contato com muitos dos nossos professores: desde a Lia, da 3ª série, a Silvia e a Flávia da 8ª, o Nelson do ensino médio, a Mírian do 2º e 3º ano, até os da faculdade, tanto de Campo Grande como daqui de BH. Talvez por ter tido tantos professores bons é que eu queira ser como eles no futuro, ensinando jovens universitários não só os conteúdos programáticos, mas o que eu puder passar pra eles sobre minhas experiências, meus estudos… E, assim, perpetuar as metodologias de ensino que tanto me fizeram diferença!
Por isso, nessa semana selecionamos livros em que os professores fizeram alguma diferença na vida dos alunos (mesmo que seja ruim, porque sejamos francas: sim, existem professores que são ótimas pessoas mas que não conseguem passar as matérias de uma maneira que os alunos consigam aprender). Não deixem que os professores que vocês têm ou tiveram sejam apenas pessoas que passaram por sua vida: mostrem à eles que cada um teve sua colaboração no seu crescimento! :27
Tenham uma ótima semana, e até domingo que vem!

Uma Professora Muito Maluquinha – Ziraldo

UMA_PROFESSORA_MUITO_MALUQUINHA_1231709022P Antigamente eu até queria ser professora, mas depois de alguns semestres na faculdade, acho que não levo muito jeito pra coisa – não só pela minha falta de paciência e de delicadeza com jovens mal educados, mas pela minha falta de vocação pra lecionar. Eu realmente não sei fazer isso. Eu fico mais confusa que o próprio aluno! E mesmo depois de já ter essa decisão praticamente 100% tomada, quando eu paro e penso na professora desse livro, eu então tenho mais certeza de que, pra ser um professor, você tem que amar, acima de tudo, o que está fazendo. E olha que é uma função e tanto!
Esse livro é, no mínimo, um clássico na vida das crianças da minha geração, mais ou menos. Em todas as bibliotecas de todas as escolas que eu estudei, sempre havia um exemplar desse! Eu realmente espero que também tenha passado pela sua infância e que passe pelas mãos de muitas crianças, pois além de ser um livro muito divertido, ele mudou muito a minha perspectiva sobre o papel do professor e do aluno. Uma das coisas que mais me encantam nesse livro é a facilidade com que a professora ensina aos alunos – quer dizer, tem como ter mais didática que ela? Aliás, didática é uma coisa muito discutida pelos alunos de faculdade, porque além do fato de estarmos aprendendo conteúdos muito mais técnicos, temos a oportunidade de termos aulas com profissionais da área que queremos trabalhar, e não com professores de formação, somente. No meu curso eu até que não tenho muitos problemas com relação a isso, pois a maioria dos meus professores são professores MESMO, mas vejo MUITA gente reclamando sobre como é ruim ter aula com alguém que não sabe ensinar – e até mesmo alguns professores de escola têm esse problema! Os alunos dessa história têm muita sorte de ter uma professora tão maluquinha!

Harry Potter e o Prizioneiro de Azcaban – J.K. Rowling

HARRY_POTTER_E_O_PRISIONEIRO_DE_AZKABAN_1343592651P Antes mesmo das aulas começarem, a vida de Harry já está bem agitada: seus tios recebem a irmão de Válter em casa e, por causa de um pequeno engano, Harry acaba recebendo uma carta de expulsão de Hogwarts. Agora que está sem eira nem beira, Harry decide que é a hora de começar uma nova vida longe de seus parentes e, por isso, foge de casa e vai para o Beco Diagonal – lá pelo menos reencontra Rony e Hermione, mas também acaba tendo uma reunião com o Ministro da Magia, que está muito preocupado com a fuga de Sirius Black, um perigoso assassino que também fora acusado de trair os pais de Harry. Desta forma, todos temem que a próxima vítima de Sirius seja o próprio Harry.
Uma das coisas que eu mais gosto em Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban (além do Sirius e do Bicuço) é o Lupin e o fato dele ser um dos melhores professores que Hogwarts já teve o prazer de colocar na vida dos alunos. Sério, eu Cho que eu não teria medo das aulas de Defesa Contra as Artes das Trevas se fosse ele o cara que me dissesse como lutar contra um bicho-papão num armário, ou até mesmo me ensinar um Patrono. Isso sem contar os dias que ele ficava conversando com o Harry sobre os dementadores, sobre o Tiago e a Lílian, sobre tudo! Quer um professor mais legal do que aquele capaz de enxergar em um adolescente além da sua idade? Essa é uma das coisas que eu mais gosto em alguns professores que já tive na vida, porque acredito que além de lecionar, o professor é um educador – e no sentido de nos guiar na vida também, assim como os nossos pais. Claro que nem sempre temos a sorte de termos um professor tão bacana quanto o Lupin cof cof Snape cof cof, mas não custa nada sonharmos com a possibilidade de um dia nos depararmos com alguém assim, não é?

A Bandeja: Qual Pecado Te Seduz? – Lycia Barros

A_BANDEJA__1342623893P Existem professores que são galanteadores e isso ninguém pode negar. Todo mundo conhece alguma história de professor que ficou com aluna, de professor que dava em cima de alguém… Infelizmente essas coisas acontecem tanto na escola quanto na faculdade – a diferença é que, na faculdade, o aluno geralmente é maior de idade, então o problema não é tão grave quanto se fosse dentro de uma escola, que é crime! DENUNCIEM!
Nesse livro, a protagonista Angelina é uma garota do interior do Rio de Janeiro que se muda para a capital para estudar em uma universidade. Lá, ela acaba se apaixonando por um de seus professores, o Alderico, mais conhecido como Rico. A paixão entre eles é avassaladora e descontrolada, principalmente para a Angelina, que acaba deixando de lado seus estudos, sua família, amigos, religião e até mesmo a si própria. Um sonho estranho com algumas peças que não se encaixam, como se estivesse mandando mensagens, começa a se repetir e ela só consegue perceber seu significado mais tarde, quando uma verdade lhe é revelada. A partir de então ela passa a compreender o significado do amor de Deus em sua vida.
Eu adorei esse livro, fiquei impressionada com como no início eu gostava do Rico e com o passar do tempo passei a detestá-lo. Não vou contar o que achei dele mais pro final, mas é muito bom saber que no livro Entre a Mente e o Coração ele é o protagonista! Estou louca para saber seu verdadeiro final!

Cotoco – John Van de Ruit

COTOCO_1368393937P Tudo bem que o protagonista do livro não é um professor, e sim um menino de 13 anos, mas o professor de inglês fez muita diferença na vida do John Cotoco Milton (aliás, muitas vezes ele rouba a cena, apesar de ser horas perturbado, horas extremamente filosófico) então não podia deixar de lado. Afinal de contas, todos nós temos um professor ou professora que teve um papel importante na nossa formação e até na nossa vida, certo?
O livro se passa na África do Sul de 1990, na época em que o Nelson Mandela foi libertado. John vai começar a ter aulas em uma escola particular, porque ganhou uma bolsa, e lá percebe como as pessoas são diferentes e estranhas (não acho que sejam mais estranhas que a família dele, que é mais lunática que estranha), e faz tudo ao seu alcance para se adaptar, sendo tudo isso narrado por ele através de seu diário.
O Guv era um professor diferente dos outros: literalmente xingava durante as aulas, ameaçava os alunos, às vezes parecia que não falava nada com nada… Mas ao mesmo tempo, cativava todos, e John praticamente o tinha como um exemplo. Tanto é que, durante o livro, eles desenvolvem uma amizade e lá pelas últimas páginas ele diz ao Cotoco algo muito bonito: “Lembre: em caso de dúvida, continue lendo. Os livros nunca deixam a gente na mão.”. Como não amar? Como não concordar? LIVROS REALMENTE NUNCA NOS DEIXAM NA MÃO! LIVROS SÃO AMOR!

Avalon High – Meg Cabot

AVALON_HIGH_1262477713P Esse é um dos meus livros favoritos da Meg, não só por conta da protagonista ter muitas coisas em comum comigo, mas porque o ambiente que ela criou foi simplesmente um dos mais críveis, pra mim – quer dizer, além de eu realmente conseguia imaginar tudo com muita clareza, a Ellie (a protagonista) acabara de mudar de cidade, prestes a começar um novo ano na escola! Quantas vezes EU já não passei por isso? Enfim, Ellie é uma garota que adora correr e, assim que se muda, descobre um parque perto de casa que é perfeito para suas corridas. Entretanto, em um desses treinamentos, ela acaba esbarrando em um dos garotos mais bonitos e populares de sua nova escola, Will, e a partir de então sua vida muda mais uma vez – e desta vez de um jeito um tanto quanto bizarro: cada vez mais ela percebe GRANDES semelhanças entre a sua vida e a da escola com a vida dos personagens da lenda do Rei Arthur! Bizarro, não é?
Eu não quero falar muito sobre a história em si do livro porque tenho medo de soltar coisas que eu acredito serem muito melhores quando descobertas conforme a leitura avança, mas uma coisa eu posso dizer: esse livro é MUITO emocionante. Eu o considero, aliás, o melhor livro adolescente da Meg que eu já li, por dosar muito bem romance, aventuras e humor. Aliás, por falar em humor, como não amar os pais da Ellie? Eles são professores universitários muito diferentes dos pais que eu costumo ler, e acabaram tendo um papel muito mais importante do que eu poderia imaginar!




Sobre o autor do post:

Helloooo! Meu nome é Fernanda, tenho 23 anos, daqui a um ano posso me chamar de administradora, mas depois quero fazer Jornalismo! Moro em Belo Horizonte há três anos, tenho uma irmã gêmea - com quem divido os livros, a estante, o quarto, o amor por novelas mexicanas e por baseball. Além disso, amo ler romances e sou uma viciada no Tumblr! Sou uma das responsáveis pela seção "Coluna das Gêmeas" (que agora é "Book: A Talk", que vai ao ar quase todos os domingos!
E-mail: fernanda3005@gmail.com



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