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Entrelinhas #1 – Da realidade das coisas
Wednesday 16/02/2011 às 09:47 739 Views Arquivado em: Entrelinhas

Ver muito lucidamente prejudica o sentir demasiado

(Fernando Pessoa)

A primeira vez que li esta afirmação fiquei espantado. Primeiramente, por não ser uma afirmação em si e sim uma constatação, em seguida por captar o seu sentido – coisa que me fez enxergar o quanto é óbvio o que ele diz – e por fim, e não menos importante, por trazer-me algo há muito perdido.
O que Pessoa diz nesta frase é bem simples: se penetrarmos na realidade das coisas irreversivelmente deixaremos de senti-las. As coisas, por si só, são sensações imaginadas e projetadas por nós e vê-las como realmente são desfaria essa miragem deixando-as nulas. E o que isso tem com literatura? Vejamos.
Em literatura tudo converge para o sentido de sentir. Quando abrimos um livro estamos assentindo em viver um desdobramento de sonho, um sonho dentro de um sonho; algo que beira o absurdo do ilusório, mas que tem sua função primordial justificada.
Esse mundo irreal que é moldado com miríades de palavras tem como pilar central apenas uma coisa: o sonho. Esta matéria – chame-mo-lá assim -, não existe apenas ao dormirmos; ela está presente mesmo estando acordados. Contudo, muitos afirmam, quando terminam determinada obra, que a compreenderam-na, que são aptos a falar sobre ela e usar de sua eloquência para explicar aos mais desatentos o que o autor disse. Mas não é bem assim.
Este entendimento ao qual nos agarramos com tanta veemência ao terminar um livro não é nada mais do que o “sentir demasiado”. De fato, não há uma compreensão ali, pois se houver, se aconteceu por um descuido do sonho despertar dentro do sonho e vir à realidade; se por algum motivo que nos escapa nossos olhos penetrarem na realidade daquilo que se lê, então o livro será anulado e toda sua beleza e fantasia sumirão. Pode parecer ruim, mas não o é, tampouco bom.
Quando abrimos um livro nos comprometemos a acreditar nele mesmo que discordemos do autor. Pode parecer paradoxal, mas nós somos paradoxos sobre duas pernas.
Um livro é um portal onde conseguimos suprimir uma carência que este sonho ao qual chamamos realidade não nos dá. Esta carência, em verdade, é antes uma exigência íntima do que uma necessidade intrínseca. Chamem-na “controle”.
Ao lermos, sentimos – mesmo de forma disfarçada -, que temos controle sobre o que se passa. Podemos parar de ler a hora que bem entendermos e adiar a morte do herói; podemos mesmo pular dois capítulos por acharmos entediante ou quem sabe apressar a leitura para vermos o tão desejado final feliz. Eis o controle. Disfarçado em várias sensações, amalgamado em centenas de formas de justificativas externas, mas lá no fundo, quando penetramos nele sua realidade se mostra pura e simples.
Contudo, se abrimos um livro e procurarmos vê-lo de forma lúcida (e quando dizemos “lúcida” não é um entendimento puramente racional), se ao lê-lo penetrarmos em sua realidade intrínseca, se margearmos suas entrelinhas aí então prejudicaremos sua função primordial que é o “sentir demasiado”. Ler não é nada mais do que concordar em sentir demasiado; sentir em demasia é assentir em não compreender a realidade das coisas tal como elas são.
Quando se vê muito lucidamente, aquilo torna-se um pedaço de nós mesmos, torna-se nossa natureza, dá-nos clareza e traz-nos uma lembrança de que estamos a sonhar de olhos abertos. Quando sentimos com profundidade estamos apenas sentindo com profundidade, mas é meramente um devaneio, um sonho que se sente de si próprio ausente.
É assim que chegamos numa questão: compreender na totalidade uma obra ou ignorar suas entrelinhas para que possamos senti-la. Seja lá o que for escolhido, está feito, e quando feito não poderá ser revogado.
Peguem agora esta constatação de Fernando Pessoa e apliquem-na em todos os âmbitos possíveis e compreenderão meu espanto. E quando penetrarem na realidade do que ele disse,mesmo sua afirmação será nula e perderá o sentido sobrando apenas o que todo livro por natureza é: um amontoado de palavras sem sentido de sentir.




Sobre o autor do post:

Sou Dhyan Shanasa, autor de O Livro de Tunes (A Trilogia de Tunes), que teve sua segunda edição lançada em 2010 pela Editora Lexia. Tenho cá meus 26 anos de labuta, sendo 15 destes empregados já à escrita. Sou natural de Goiânia, mas confesso que não me recordo de ter morado lá. Atualmente moro em Pirenópolis, uma simpática cidadezinha no interior de Goiás e onde trabalho no terceiro e último volume do Livro de Tunes. Dentre outras coisas que não citarei, a poesia é a que mais me apetece, deixando-me mais brando com esse mundo vão. Twitter: @DhyanShanasa
E-mail: dhyan.shanasa@gmail.com



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30 Comentários em “Entrelinhas #1 – Da realidade das coisas”


#1 Caroline Vieira 16-02-2011 - 11:07 -
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Acho que o livro nos dá o poder de sonhar, de viver uma vida que não é nossa. Afinal de contas, quem é que nunca se imaginou no lugar do personagem principal?
Eu vivo fazendo isso, mudaria algumas coisas que tal personagem fez ou faria tudo igual.

Adorei!
Bjocas!

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#2 Priscila 16-02-2011 - 11:20 -
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Querido Dhy, agora sim, oficialmente, seja bem-vindo a equipe Bookaholic *___* É muito bom ter esse pedacinho de você por aqui :07 Nunca escondi que sou fã dos seus livros e de tudo que você escreve por isso muito me alegra saber que a partir de hoje você compartilha um pouquinho das “viagens” dessa sua mente doida com os leitores do blog! Muito sucesso hoje e sempre :16 Luv ya =*

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Dhyan responde:

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Valeu, Pri =D Dominaremos o mundo!

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Administradora do blog.

#3 Tatiana Leite 16-02-2011 - 12:29 -
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Nossa, que estréia genial! Eu nunca tinha lido essa frase e concordo!
Em um determinado momento do seu texto – que agora eu não me lembro :13 – eu comecei a pensar sobre as características das pessoas que encontram nos livros o melhor do entretenimento: pra mim, são sonhadores. Eu sou uma sonhadora.
Pode ser que digam que ler demais é querer fugir dos seus problemas e da sua realidade. Pode até ser. Mas eu acredito que, quando lemos, somos levados pra várias realidades que, por mais que não sejam a nossa, se transformam parte dela. Nós aprendemos muito com as experiências desses pessoas que não existem e, mesmo que não existam, conseguem transmitir algo muito mais real do que algumas pessoas que “existem”.

Dependendo do livro que eu leio, eu me entrego inteiramente ou não. às vezes, quando me entrego e me deixo viver aquela história, passo a pensar como um personagem e vivo tudo aquilo como se fosse a minha vida. Poderia ser meio perigoso se não me ensinasse tanto, me conquistasse tanto. Sou totalmente a favor de deixarmos de lado a nossa vida para aqueles momentos em que estamos lendo e também sou a favor de deixarmos tudo vir à tona. É meio ambíguo, mas funciona dependendo da obra. Se esquecemos a nossa rotina, por exemplo e todos aqueles problemas, nos entretemos. Se colocamos a nossa realidade em comparação com o que estamos lendo, identificamos semelhanças e aprendemos com os erros dos personagens e com os nossos mesmo.

Tudo bem, acho que já estou ficando confusa. :16
Mas acho que deu pra perceber que eu mudo muito conforme a história que estou lendo, né?

E saindo desse âmbito literário, a frase do Fernando Pessoa se aplica e MUITO pra vida. às vezes dizem que eu vivo no meu próprio mundo e até concordo em partes. Mas pensa comigo: essas pessoas que só vêem “a vida como ela é” normalmente são tão descrentes de tudo! Pelo menos as que eu conheço são muito negativas, não têm sonhos altos, não sabem viajar nos pensamentos e tentar passar isso às outras pessoas.. Eu gosto de conversar com essas que sabem conciliar os dois. Não tem como você fugir totalmente da sua realidade, mas também não precisa só viver disso!

Realmente gostei do seu texto e mal posso esperar pra coluna da semana que vem!
Beeijo! ;3

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Dhyan responde:

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Interessante linha de raciocínio, Tatiana, mas lembre-se que “Pensar é estar doente dos olhos”, e quem vive apenas na imaginação sem lidar com a realidade das coisa está então distante de si mesmo. A ideia aqui é constatar o que o próprio Pessoa constatou e se isso ocorrer, não tem como alguém ser nagativo, pois o negativo é também o positivo. Se ver lucidamente, não será negativo nem positivo, por isso, noutro ponto, ele diz que se pensamos, estamos doentes dos olhos q podem ver lucidamente…

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Tatiana Leite responde:

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Também é uma questão de ver a vida com bons olhos, né? Tem muita gente que só vê as coisas ruins e se perde no meio de tristeza. Se você enxergar coisas boas em tudo o que vê(ou quase tudo), as coisas se tornam mais positivas mas, ainda assim, estará vendo só a realidade como ela é. :02

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Dhyan responde:

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e quem disse que tristeza é ruim? é na tristeza que constatamos as mais profundas coisas…

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#4 Mariana Paixão 16-02-2011 - 15:27 -
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Coluna nova do Dhyan *_* Parabéns pela estreia, Dhyan!! Obrigada a você e à Pri por nos dar a oportunidade de ler algo escrito por você!

Vamos ver se eu entendi alguma coisa… :05

Você disse no final que temos que escolher entre “compreender na totalidade uma obra ou ignorar suas entrelinhas para que possamos senti-la”. Mas por que precisamos “adicionar” a realidade ao texto para entendê-lo, já que ignorar a realidade é senti-lo demasiado? Não acho que as duas coisas se anulem porque dependendo da realidade de cada pessoa o sentido será diferente.

Acho que não entendi, e tinha mais coisas pra comentar, mas fui interrompida três vezes e perdi a (pouca) linha de raciocínio. :06

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Dhyan responde:

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grande Mari, como está? Vejamos. Primeiro que não se ‘adiciona’ realidade em nada. Segundo que se sentimos não compreendemos de fato e se compreendemos nao sentimos de fato. Duplo contra-senso. Depois, não existe “realidade de cada pessoa”, já que a realidade das coisas não depende em nada de nós mesmos e sim de si própria. Nosso papel é constatá-la e não inventá-la. Nós inventamos o mundo, mas não a sua realidade. Assim, não há “sentido diferente”, há apenas sentido e a justificativa de sentir que gera esse seu diferente. Pra compreender a realidade de uma coisa é preciso penetrar nela sem sentí-la; ser Lúcido é não sentir demasiado; sentir demasiado é estar confuso de si mesmo e longe da realidade das coisas… capicce?

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#5 Silvia Garcia 17-02-2011 - 02:58 -
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Incrível! Não só a coluna, como também a forma que você escreve e também o que você escreveu! Também fiquei espantada :o hahaha adorei mesmo!

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Dhyan responde:

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obrigado, Sílvia, o espanto demonstra sensibilidade… abs

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#6 Lis 17-02-2011 - 09:11 -
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Parabéns Dhyan!!! Estréia em grande estilo hein :29

Sinceramente nem sei muito o que comentar, to aqui ainda pensando no que vc escreveu. Eu particularmente qdo leio me envolvo muito, choro, me indigno, pego birra de determinada personagem, e fico com o livro na cabeça por muito tempo, porém acontece de um ou outro eu não me envolver tanto, pode ser que nesses momentos eu esteja meio com a mente fechada para me envolver tanto assim. (Ok, meio que perdi a linha do pensamento).
o post realmente está ótimo. Parabéns!! :18

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Dhyan responde:

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hahahah tdbem, perder-se num texto que fala de sonhos é bem normal, e obrigado pelos cumprimentos, Lis.

Grande ab!

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#7 Tyele 17-02-2011 - 09:16 -
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Nossa.. realmente bem profundo esse post… sou uma pessoa muito sonhadora.. por isso gosto tanto de ler.. pois posso viajar nas paginas de um livro…

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#8 Nathalia Souza Cabral 17-02-2011 - 09:21 -
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Sonho dentro de um sonho me lembrou o filme com o Leo Dicaprio que esqueci o nome ain’ Gostei e concordo com essa frase.

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Dhyan responde:

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O filme é “A Origem”, Nathalia, mas no filme o conceito de sonho difere-se bastante deste ao qual me refiro… Mas o filme é bem interessante!

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Nathalia Souza Cabral responde:

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Eu sei que é diferente.. só lembrei por causa das palavras mesmo.. ;)

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#9 Monique Martins 17-02-2011 - 10:38 -
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O texto em si é muito profundo e merece a devida reflexão.
Já conhecia a citação, mas nunca a percebi dessa forma, tão abrangente e com tanto sentimento. Vou ter que rever a analisar melhor alguns conceitos.
Parabéns pela coluna!

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obrigado, Monique, e seja bem-vinda!

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#10 Hiro 17-02-2011 - 14:23 -
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Falou Falou e não disse nada!

Brinks, muito bom Dhyan, Pessoa é um grosso mesmo.

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Dhyan responde:

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hahsuiahisauhsu semana quem vem mando Rilke no pessoal!

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Hiro responde:

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uhsuhsuhsuhsuhsuhs

#ridemais

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#11 Dana 17-02-2011 - 17:34 -
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Olá, Dhyan! Antes de mais nada: seja bem-vindo ao Bookaholic, espero que vc tenha momentos deliciosos ao nos trazer seus textos e obter o retorno dos leitores.
Quanto as ideias que vc tão brilhantemente colocou, se entendi do modo esperado, creio que é realmente assim que me sinto ao terminar uma obra. Quanto mais difícil de entendê-la, mais suas palavras ficam ecoando em minha mente e despertando sensações variadas.
Assim, com o tempo que levei para entender o que vc expôs e certa de que ainda não o compreendi totalmente, me sinto imersa nas sensações que ele me despertou.
Parabéns pela estreia. Abraços!

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Dhyan responde:

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Obrigado, Dana, e muito ao contrário do que vc mesma julga, seu entendimento, pelo que vejo atrás do que você disse, é mais claro do que presume. Cuide-se. Abrs

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#12 Mii 17-02-2011 - 23:37 -
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Huuuum, achei bem interessante a forma como vc escreve!

Gostei mesmo!

Beiijos

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Dhyan responde:

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=]

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#13 RUDYNALVA SOARES 18-02-2011 - 01:06 -
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A constatação do Dhyan apenas ratifica minhas convicções: que cada pessoa ‘sente’ um livro conforme suas vivÊncias e isso que faz as opiniões divergirem e as sensações se multiplicarem. A meu ver nenhum livro é unanimidade, justo por esse fato. O feelling que sentimos em cada livros, vem conforme os sonhos e ilusões que determinamos por nossas experiências vividas.
Colocação muito boa logo para a 1ª participação no blog.
Filosofar é ato contante e é viver.
Obrigada.
cheirinhos
Ruddy

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#14 Wendy 18-02-2011 - 20:07 -
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Adoro Fernando Pessoa. Estou trabalhando com obras dele na minha escola e estou adorando. Os livros são os portais para nossos sonhos. Ali você pode rir, chorar, se irritar… Pode se imaginar no lugar daquela personagem sortuda (tipo a Bella de Crepúsculo :23 ) ou se imaginar no lugar daquele vilão.. sei lá, eu amo ler por isso. Eu viajo…
E espero nunca perder isso, amo me sentir demasiada :31
Parabéns pela coluna! Está ótima, você escreve muito bem. Vou vir aqui toda quarta pra ler sua coluna. Beijos :*

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#15 Óticas 19-02-2011 - 11:34 -
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Quando lemos se o livro realmente nos chama a atenção esquecemos o mundo em que vivemos e passamos a viver na história, eu pelo menos quando um livro me chama a atenção esqueço dos problemas e de tudo que estou vivendo e passo a pensar muito mais nas realidades do livro. É muito bom!!

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#16 Filipe Machado 22-02-2011 - 00:35 -
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Concordo plenamente no que dizes. E hoje percebo que já presenciei casos em que olhava mais pra realidade do livro em vez de me deixar levar por suas palavras, o que o fez chato.
Procurarei assim, então, deixar-me viajar sem racionalidade por entre os parágrafos, pontos e acentos do livro…
Grande Fernando Pessoa… Falou e disse!

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