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Bate Papo com Dhyan Shanasa
Wednesday 29/09/2010 às 17:22 894 Views Arquivado em: Entrevistas

Salve salve Bookaholics! Tudo bem com vocês? Estavam sentindo falta da seção “Bate Papo com…” aqui do blog? Quem conversa com a gente essa semana é o autor e amigo Dhyan Shanasa, autor do Livro de Tunes, editor da Revista Fantástica e apresentador do Papo Fantástica! Senhoras e senhores, Dhyan Shanasa :)

1) Dhyan, como você vê a literatura fantástica no Brasil e no mundo hoje? Acha que o gênero tem sido mais bem aceito e divulgado?

A Fantasia sempre esteve presente na literatura em todos os tempos. Dos contos da carochinha dos Irmãos Grimm a Alta-Fantasia de J.R.R. Tolkien o que mudou foi somente a forma de se abordar os mundos inventados. Enquanto um era simples e objetivo, o outro é vasto e complexo. A literatura fantástica nacional cresce a olho nu. Isso é excelente para nós que escrevemos o gênero, mas também perigoso, pois tudo em excesso tende a ser banalizado se não tratado com respeito. O respeito a que me refiro é a sinceridade dos escritores que devem, antes de tudo, se comprometer com sua Arte, fazendo-a sublime e expressiva ao máximo. Certamente a literatura de Fantasia tomou maior vulto nos últimos anos, e isso vem acontecendo por conta de um lento processo social que tornou o mundo um desdobramento do desdobramento do inútil e desagradável. Há mais necessidade de Fantasia hoje do que no século XVII, pois o mundo atual se corroeu a um nível gritante, fazendo de nós criaturas extremamente lívidas e tediosas, que vagam num lusco-fusco diário que chamamos cotidiano. Basicamente, o fato de a Fantasia estar no foco literário mundial prova que necessitamos desse escapismo, desse relaxamento e esquecimento de nosso dia-a-dia de infortúnios e frustrações. Isso explica a maior aceitação e divulgação em massa deste tipo de livros, que quando bem escritos fazem-nos suspirar por melhores dias vindouros. Não há problema algum nisso, tampouco vantagens, simplesmente é assim que as coisas são, e não devemos questioná-las ou refutá-las. A literatura fantástica tem um papel fundamental em nossa época, e este papel é fazer de nossas vidas algo mais gracioso e suave; ironia profunda das coisas inventadas por nós mesmos para curar nossos próprios males.

2) Já ouvi você falando que o primeiro volume de Tunes demorou 10 anos para ser escrito, você acha que o menino Tunes do início da escrita e da sua primeira ideia sobre a saga é o mesmo Tunes da versão “final” ou você acha que a idéia dele amadureceu junto com você?

O amadurecimento do autor se reflete nas páginas, pois o livro é o espelho fixo da face do escritor. Quem não admite tal fato equivoca-se e certamente enforcar-se-á na própria armadilha, escorregando no cadafalso da vaidade. O “Tunes” de antes é a essência do Tunes de agora. Há apenas um leve traço do original nele mesmo, assim como há um leve traço do meu “eu” de 10 anos atrás no meu “eu” de agora. A maturidade e experiências adquiridas ao longo dos anos fez com que o Tunes subisse do patamar de simplório personagem criado ao leu, para uma pessoa com personalidade moldada e caráter irrefutável. De forma nenhuma o personagem é o mesmo. O antigo era mais heróico, um sujeito típico das historias de fantasia, um Aquiles inventado por mim, imbatível, destemido, inumano; o atual é mais humano e sujeito as intempéries das emoções mortais. Há nele a base, a ideia, a vaga semelhança dos primeiros tempos de escrita. Todavia, nem mesmo o nome antigo vingou, pois originalmente o nome “Tunes” não existia. Falando de forma mais aberta e abrangente – coisa que jamais fiz a este respeito -, “Tunes” é uma variação lingüística atualizada da forma antiga do nome “Tori”, que era o personagem dos primeiros tempos de escrita, cujo nome deriva do Eldössin, uma das línguas que criei para outros livros que complementam a história de Tunes. Essa variação ocorreu por causa do tempo e as mudanças típicas na história, e “Tori” não cabia mais, pois já existiam alguns contos do mundo antigo de Mürios onde esse personagem vivia e era assim chamado. Desta forma criei o nome “Tunes” – que é “Tori” em Fündarsin, outra língua inventada, um aprimoramento do Eldössin -, e logo o personagem Tori tornou-se um ancestral de Tunes, dando-lhe ainda mais carga histórica e verossímil. Tori Mão de Lua, pois assim é conhecido nos Contos Antigos de Mürios, veio a ser o rei que reergueu o Reino de Zéfiro, sentando no Trono de Argas e fundando a Casa da Lua; uma das duas casas reais do Reino dos Homens. Esses detalhes lingüísticos e da herança familiar de Tunes não são relatados no primeiro Volume, mas no segundo há um comentário breve sobre isso. Certamente o Terceiro e último volume da trilogia tratará de forma mais ampla as raízes da Casa da Lua, que é de onde descende Tunes Arboror, pois este tomo trará um glossário nos apêndices.

3) De onde veio a ideia do livro? Quando criança você já sonhava em ser escritor ou isso foi algo que aconteceu naturalmente?

Confesso que li muito em minha infância, mas jamais cogitei escrever algo. Foi somente quando meus olhos caíram sobre O Senhor dos Anéis que minha angústia se instalou. Eu tinha uns 13 ou 14 anos na época, e desde então uma sombra de escritor me acompanha. A ideia do Livro de Tunes não surgiu de imediato. Na verdade, os relatos da Trilogia de Tunes são o final de tudo o que escrevi na época. No total, eram 8 livros ambientados neste mundo de Mürios, e cada qual sendo independente e lidando com uma época específica deste mundo lírico. Contudo, todas as historias são interligadas e se sustentam entre si. Há uma conexão em tudo, e o Tunes é o final, o derradeiro tomo de um longo e árduo caminho de invenções homéricas. Por serem livros distintos, não há necessidade de se publicar em ordem cronológica, tampouco que sejam todos lidos. A Trilogia de Tunes é como uma flor fora do canteiro do jardim principal; ele respira sozinho e vive à parte dos outros, pois sua história tem começo, meio e fim. Entretanto, se ocorrer dos outros livros serem publicados, a Trilogia de Tunes será mais claramente compreendida em sua vastidão mitológica, pois seu passado será mostrado e veremos muitos nomes citados no livro surgindo como personagens ativos na história.

4) Sobre a continuação da trilogia, o que você pode nos adiantar? Já temos uma data para o lançamento?

Para os que leram o Livro I, saibam que sua continuação é tremendamente diferente. O Destino é um livro mais focado nas questões que rondam a mítica do Galboriä das Mil Torres e sua dona, a Bruxa Patelle, que tem em seu poder os nove Análüens. O assunto principal do Livro I é o aprisionamento de Tunes naquele lugar e de como ele muda seu próprio destino que tem um traço de tragédia oculta. Esse foco estabelecido no garoto Tunes e seus 12 anos de idade muda drasticamente no tomo II, fazendo com que a história erga-se a um patamar mais sério, adulto e sombrio, dando-lhe uma veracidade terrível e mostrando toda a vastidão daquele mundo onde vivem. Neste contexto, é apresentado A Tríplice Guerra, o Volume II de Tunes, que nada mais é que um desdobramento dos fatos ocorridos no primeiro. Não faz muito tempo que passei o Volume II para a editora. Não estipulamos datas, pois sou muito chato com a revisão, principalmente contextual, do livro. É difícil manter a coerência da historia, pois são muitos nomes e fatos simultaneamente ocorridos a todo tempo. Além disso, não sou apressado, e somente agora o primeiro volume começa a chamar a atenção dos leitores. Assim, é bom que tenhamos calma, para que mais pessoas possam conhecer o princípio da história para depois mergulhar de vez na forma vasta do segundo volume.

5) Você é um dos autores a frente da Revista Fantástica, um projeto que tem crescido a cada dia e alcançado cada vez mais leitores e também ouvintes para o divertidíssimo Papo Fantástica. Quais os planos da revista e, em sua opinião, qual a importância dela no cenário da literatura do Brasil?

Não posso tagarelar muito sobre nossos projetos futuros dentro da Revista FANTÁSTICA, mas certamente irão surpreender a todos. Desde o princípio, a Revista tem por carro chefe ajudar a promover nossa literatura fantástica, e estamos fazendo isso da melhor forma possível e dentro de nossas mais restritas possibilidades; afinal, não somos remunerados e todos temos vidas particulares com empregos, namoradas, compromissos e todas essas chatices que tanto nos oneram no dia-a-dia. Pessoalmente, acredito que um projeto como a FANTÁSTICA é notável. Não somos gênios, tampouco senhores ricos prontos a bancar os autores iniciantes, e muito menos apoiamos péssimos escritores. Não. Nosso intuito é fazer com que os livros nacionais atuais sejam vistos pelo público e também pelas editoras. Creio que esse projeto é de uma importância tremenda no cenário literário brasileiro, e deveria ser apoiado com mais fervor pelos que têm interesse direto nesse alavancar. Tenho escutado por aí que algumas pessoas já andam de cara feia para conosco, dizendo que temos “reis na barriga” e usando tantos outros jargões para nos definir que não nos ajudam em nada – nem nos atrapalham -, mas que fazem-nos perder tempo dando-lhes atenção demasiada. Acho que pessoas inteligentes e sensatas devem olhar com mais cuidado para o que estamos fazendo por aqui, pois não temos propósito de bancar os sabidos e sim de oferecer um meio de divulgação profissional, informativo e divertido onde possamos ter dignidade e devida atenção para com nossa profissão. A Revista não pertence somente ao grupo dos fundadores, e quem vê dessa forma está equivocado; ela é de todos os interessados em dar força e projeção a nossa literatura, e quando isso for devidamente compreendido, teremos uma ferramenta única em mãos. Estamos na terceira edição neste momento, e nos aperfeiçoamos bastante. Nossa equipe cresceu, e os horizontes se ampliaram drasticamente. A Revista é algo muito sério para mim, algo que sonharia ter como meio de divulgação quando lancei meu primeiro livro. Contudo, ainda vejo pessoas que não nos levam a sério num primeiro momento, e isso é o reflexo da incapacidade de união neste meio literário, o que para mim é cômico e ridículo. Mesmo assim, temos alguns planos interessantes para o ano de 2011, e se tudo correr bem, queixos tocarão o solo.

6) A internet se tornou uma ferramenta poderosa e muito útil seja para divulgação, seja para contato com os leitores e tudo mais. A própria Revista Fantástica é publicada no formato digital o que a torna acessível a um número gigante de pessoas. Como autor, como você vê essas ferramentas (Skoob, Twitter, etc) e como você acha que elas interferem no seu trabalho? A influencia é apenas positiva ou pode ser negativa também?

Tudo na vida têm dois lados, apesar de não haver nada que não se tire proveito. A web é vasta e quando utilizada de forma sábia tende a gerar ótimos frutos. Contudo, as pessoas se equivocam a um nível horrível, e isso faz com que uma ferramenta que poderia ser usada de forma interessante torne-se banal e má. A interferência negativa começa quando algo toma um certo vulto na mídia. Estamos falando da web, mas isso ocorre em todas as mídias competentes. Basta ganhar uma certa notoriedade para que se arranje mesquinhos inimigos ou que se vejam comentários simplórios vagando aqui e ali nos blogs, twitter, skoob e etc., o que é de praxe. Mas isso é bem normal, e aquele que trilha um caminho que tem por fim os olhos do público deve estar preparado para duras criticas, pois mesmo um canteiro de rosas é coberto de espinhos. Presumo que o lado ruim da web é simplesmente o lado ruim das pessoas jogado no mundo virtual. É evidente que esse espelho digital distorce ainda mais esse ponto, pois na web todos são linguarudos e corajosos. De forma alguma me engano sobre isso, pois da mesma forma que a web ajuda-nos em divulgação positivada, puxa-nos o tapete com anti-propaganda, por assim dizer. Mesmo assim, quando olhado por um prisma mais maroto, o velho jargão “falem mal, mas falem de mim”, vence por fim a dura briga e faz com que qualquer ponto negativo suma, pois se divulgar é o que importa, pouco importa de que forma isso é feito. Tudo no mundo se torna negativo quando subvertido as tendências hediondas de mentes pequenas que não têm o que fazer e precisam de alimento para sustentar sua forma mesquinha de vida que se resume a criticar e pilhar com o trabalho alheio.

7) Sobre o Papo Fantástica, qual a melhor e a pior coisa que já aconteceu por causa dele? Algum momento memorável? Qual foi seu favorito e por que?

O Papo foi uma ideia interessante que tivemos para que os leitores da Revista – e de nossos livros também -, conhecessem-nos de forma mais íntima. Ali não somos editores, escritores ou redatores, somos amigos sentados numa mesa de boteco falando sobre qualquer coisa de forma descontraída e inusitada. O programa não é de entrevistas, não é moralista e tampouco carregamos a ideia fixa de ensinar algo aos ouvintes. Não. Nosso foco é nos divertir, debater e opinar sobre o mundo literário, ou não, e fazemos isso de forma relaxada. A melhor coisa que ocorreu por causa do Papo Fantástica foi certamente a aproximação com os leitores, pois eles podem perceber assim que somos normais e falamos besteiras tal qual. A pior é certamente quando os ouvintes levam para o lado pessoal o que é dito ali e revoltam-se de forma cômica como se estivéssemos forçando-os a aceitar o que falamos. Não somos um jornal, não passamos verdades ou notícias, nós falamos sobre elas e isso faz com que dezenas de versões da mesma coisa venham a baila. Algo que sempre digo à respeito do Papo é que ele se trata de uma mesa redonda onde trocamos figuras. Ali falamos tudo, e às vezes até demais e os extremistas que me perdoem, mas não temos dever algum de manter pose para ninguém. Opinião é opinião e deve ser respeitada a qualquer custo e de preferência, quando refutada, que seja profundamente compreendida para que o argumento não se torne falho e findo. Tenho muita simpatia pelo Papo Fantástica 04, com o Barrigol, pois realmente foi o mais engraçado de todos apesar de termos tido um problema severo com o áudio.

8) De tudo o que você já leu, que livro gostaria de ter escrito? E personagem, se de todas as obras que já conheceu pudesse por um dia assumir o lugar de algum, qual seria?

Não creio que gostaria de ter escrito algo que não fosse o próprio Tunes, onde a minha face está contida. Contudo, a obra Os Trabalhadores do Mar, de Victor Hugo, me causa assombro todas as vezes que a leio. Tenho uma certa relutância em admitir, mas inclino-me com uma ponta de inveja para esta obra, pois se eu possuísse 1% da potência criativa exposta neste livro, ficaria satisfeito. Contudo, sei que o preço de tal genialidade é árduo, e quem sabe eu o pague um dia escrevendo em seguida algo que pelo menos se aproxime disso. O personagem mais admirável que conheço é Guilliat, do mesmo livro citado acima, mas certamente não gostaria de estar na pele dele nem por um segundo.

9) Você se considera um “Bookaholic”? Prefere ler ou escrever? Qual foi o ultimo livro que você leu e o último que comprou?

De certa forma eu sou. Faz tempo que perdi o número de livros que li. Contudo, não tenho preferência por ler ou escrever, simplesmente faço um ou outro sem escolher, de acordo com minha disposição. Quando leio, não é por simples divertimento – isso também -, mas estou sempre buscando aprender a aperfeiçoar minha Arte de escrita. Para que isso ocorra, necessita-se de um foco diferente na leitura, o que não é tão simples de ser feito. Mas eu amo escrever. Se pudesse, escreveria o dia todo, mas os afazeres diários me impedem. Entretanto, não reclamo disso, e me permito o luxo de escrever uma crônica ou um poema quando sem tempo para a Trilogia de Tunes. Desta forma mantenho afiada a escrita. O último livro que li foi Eugênia Grandet, de Balzac e o último que comprei foi O Vermelho e o Negro de Stendhal, duas obras que, diga-se de passagem, são obrigatórias.

10) Cite três escritores nacionais e três internacionais que você admira. Que livro e autor você acha que todos deveriam ler pelo menos uma vez na vida?

Nacionais, hein? Vejamos: Rubem Braga, Fernando Sabino e nosso mestre Machado de Assis. Dos internacionais são tantos que fico triste de não podê-los citar aqui, então falo, por ordem de importância, Victor Hugo, Balzac e Goethe. Acho que qualquer pessoa deveria um dia na vida ler Victor Hugo, e de preferência Os Trabalhadores do Mar, que é uma obra insuperável em minha opinião. Os leitores desatentos devem fazê-lo para tornarem-se pessoas mais atentas, os autores devem fazê-lo para educarem-se e aperfeiçoarem-se de forma mais ampla a arte de escrever.

11) Que tipo de dica ou conselho você daria para os que sonham em um dia ver se livro publicado?

Não há regra, não há moldes, tampouco tabelinhas de como se escrever livros. Quem fala isso está enganado e tenta cercar de muros um animal indomável que chamamos criatividade. Mas há um preço a ser pago para se tornar um escritor verdadeiro, lembrando sempre que “verdadeiro” não é sinônimo de “best seller”, e este preço é alto e árduo. Digo para os que têm esse sonho, essa meta, que parem! Não tenham sonhos ou metas de se tornarem escritores, isso é bobagem, é uma das mais profundas tolices já criadas pela mente humana; tenham apenas necessidade de passar algo, de transmitir uma reflexão íntima que, por acidente de percurso, possa vir a ser publicada ao fim e ao cabo. Não digo para escreverem sem a intenção de publicar, pois isso seria o mesmo que pedir-lhes que cozinhem sem querer comer logo após; apenas chamo-lhes a atenção para o que importa que é a Arte em si, e não a vaidade que contorna as suas bordas. Escrevam, escrevam, mas façam-no de coração e não de caso pensado! A literatura é uma das artes mais sublimes da humanidade e deve ser tratada com respeito. Esse respeito é mostrado voltando os olhos para nossos mais de 20 séculos de literatura e curvando-se para eles conscientes de que, se não fosse pelos autores que a grande maioria negligencia, nossa cultura se resumiria a macacos saltitantes que de nada sabem; se é que já não somos assim de fato. Lembrem-se que tudo na vida tem um preço, e no âmbito das Grandes Artes, o preço é ainda maior e salgado. Se vocês não estão dispostos a pagar tal quantia, pulem do barco, corram, pois mais dia menos dia o Caronte cobrará o preço da barca que os carrega e se não tiverem a quantia no bolso, nenhuma desculpa do mundo os redimirá. A Arte oferece muito, mas cobra muito mais pelo que nos oferece.

12) Super obrigada pela participação Dhyan! Gostaria de deixar uma mensagem final?

Eu é que agradeço, querida Priscila, e lhe desejo todo o sucesso que este mundo vão pode lhe dar. Meu último comentário? Durma-se com um barulho desses!




Sobre o autor do post:

Meu nome é Priscila, mas por favor me chame de Pri, não sou uma pessoa de muitas formalidades... Sou designer e social media por formação mas larguei tudo e abri um pet shop porque sou dessas que não tem medo de largar tudo e começar de novo quantas vezes for preciso se isso me fizer feliz. Ler é um dos meus passatempos favoritos, por isso criei o Bookaholic para compartilhar com vocês um pouco do que leio e sobre o universo literário!
E-mail: priscilabraga@gmail.com



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28 Comentários em “Bate Papo com Dhyan Shanasa”


#1 marco 29-09-2010 - 17:46 -
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:01 Oi, seu blog é muito lindo e bem variado, mas as letras são pequenas demais, faço o maior esforço pra entender o que tu escreveu, ficadica aí hehehe :23

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Priscila responde:

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Marco, mto obrigada! A letra vc pode aumentar pelo A+ e A- na parte superior direita do blog :) :04

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marco responde:

Mozilla Firefox 3.6.10 Windows 7

Obrigado mesmo, fiz como me indicou e ficou perfeito! Valeu!!! :20

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Você já comentou 2 vezes.

#2 Thaís 29-09-2010 - 17:58 -
Mozilla Firefox 3.6.10 Windows 7

Que legal que ficou a entrevista! Adorei *-*

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Você já comentou 10 vezes.

#3 Alba Milena 29-09-2010 - 18:27 -
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Adorooo o Dhyan! Questões e polêmicas respondidas na medida certa. E olha que o bullying virtual tá cruel, hein?!
Beijos Pri!!

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Dhyan responde:

Safari 533.18.5 Mac OS X 10.6.4

Obrigado, menina, é recíproco! =]

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#4 Karine Marinho 29-09-2010 - 18:32 -
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Gosto muito do “Bate papo com” acho que é uma maneira bem legal de conhecer os escritores por ai *–*
Beijos, Karine.
girlspoiled.blogspot.com

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Você já comentou 40 vezes.

#5 Mariana Paixão 29-09-2010 - 18:46 -
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Adorei MUITO a entrevista! *_*
Há poucos meses eu acompanho a Revista Fantástica e menos tempo ainda que acompanho o Dhyan (meu livro ainda não chegou, odeio os correios! T_T), mas já percebi o potencial de crescimento. A Fantástica está na terceira edição e só melhora a cada página; e eu estou ansiosíssima pra ler o Tunes (indicação suuua, Prii *-*) pra descobrir mais algumas qualidades e facetas do Dhyan. Uma das coisas que me deixa mais ansiosa pra ler o Tunes é que tudo o que eu leio do Dhyan me faz pensar e repensar. Algumas coisas que ele fala eu concordo plenamente mas aí algumas frases depois eu já fico meio em dúvida e isso me faz repensar sobre o assunto várias vezes.

Ok, chega XD
Obrigada pela entrevista, Priscila e Dhyan *-*

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Priscila responde:

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Mari, admiro você como blogueira e como leitora, e vc não sabe o quanto fico feliz em saber que vc comprou Tunes baseada na minha resenha :28 Espero que vc goste da história dele tanto quanto eu gostei! Um beijo grande querida! =*

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Já comentou 50 vezes e é um verdadeiro Bookaholic!

#6 Bianca Briones 29-09-2010 - 23:02 -
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A Revista Fantástica é um projeto excelente. Fato.

E o Dhyan é controverso. Ponto.

Poderia discorrer uma dissertação extensa sobre ambos, mas não precisa, né? Deixarei as versões resumidas acima. rs

Preciso ler seu livro para formular mais opiniões. Concordo plenamente com seu ponto de vista sobre “o espelho ser o reflexo fixo da face do escritor”. Então, será mais fácil conhecê-lo.

Beijo, Pri. ?

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Bianca Briones responde:

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O wordpress deixou um ponto de interrogação que não existia ali. #conspiração rsrs

Beijoooooo

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Você já comentou 21 vezes.

#7 Gabriel La Marck 30-09-2010 - 01:54 -
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Ola pessoal! x)
Conheci o Blog hoje, por meio do próprio Dhyan, e NÃO posso ir sem deixar de dizer: O Blog é ótimo, além de ser organizado e fofo e a entrevista está 10!

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Priscila responde:

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Muito obrigada Gabriel! Fico feliz demais q vc tenha gostado! Apareça sempre, ok?! Beijo grande =*

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Você já comentou 10 vezes.

#8 Gabriela 30-09-2010 - 11:53 -
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Pri, eu amo seu blog! Sempre que dá passou aqui!
Amei a entrevista, as perguntas muito boas!
Quanto às respostas, me abstenho. Não conheço o Dhyan, nem seu trabalho, então prefiro não me basear nas respostas dele a uma entrevista apenas!

Beijos,
Gabi – Está Inspirada

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#9 Thays 30-09-2010 - 16:55 -
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nossa, adorei a entrevista! perguntas muito bem respondidas, e desejo todo sucesso a ele com o esse livro, com a revista Fantástica e o que mais vir por ai!

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Luiz Ehlers responde:

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Interessante sim a entrevista, esse moço sabe escrever. Quem é ele mesmo? De onde saiu (risos)

Beijos Pri

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Dhyan responde:

Safari 533.18.5 Mac OS X 10.6.4

kkkkkkkk #euri ao te ver aqui, malandro!

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Thays responde:

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UHASHAHUSHUASUHAUHAS #euri
a entrevista diz tudo ;D

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Já comentou 139 vezes e é um verdadeiro Bookaholic!

#10 kaahcullen_ 30-09-2010 - 19:28 -
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aaadooooooooooooooooorei a entreviista
desejo toooooooooda a sorte com o livro deeele =D

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#11 Débora M. 30-09-2010 - 19:47 -
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Adoorei o bate papo! To doida pra ler o livro dele!

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Já comentou 69 vezes e é um verdadeiro Bookaholic!

#12 Luana 30-09-2010 - 20:29 -
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Nossa que legal a entrevista, super boa não conhecia esse autor, nem a revista super legal.

Bjs

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#13 Fernanda Leite 01-10-2010 - 17:09 -
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Que legal a entrevista! Já estava com vontade de ler o livro antes, agora então… =D
Eu adoro o Fernando Sabino também! Ele é ótimo!

Beeijo!

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Você já comentou 3 vezes.

#14 Fernando Heinrich 02-10-2010 - 00:54 -
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Olá! Vlw, galera .. a entrevista foi bem interessante .. indicação do Dhyan o blog e a blogueira está de parabéns! \o/..

A Revista Fantástica é, sem dúvida, inovadora. Críticas existem e sempre existirão. As críticas servem unicamente para sabermos por que caminho seguimos. Normalmente, críticas negativas significam que estamos incomodando de algum modo alguém, seja positivamente ou negativamente. Aí cabe a nós mesmos avaliarmos o resultado de nosso trabalho e a contribuição que ele está dando.

Normalmente, quando iniciamos um projeto, temos em mente um objetivo. As críticas significam que ultrapassamos a barreira da intenção e invadimos o território da ação, chamando a atenção e buscando atrair os olhares daqueles que entendem sobre o que falamos e fazem parte desse meio.

A Fantástica está entrando num campo muito vasto, o campo chamado Indústria de Livros, ou Indústria Literária. Livros são comercializados e há mais autores e obras do que editoras dispostas a publicá-los. Não entrarei no mérito de discutir esse assunto para não me alongar. Mas, o que a Fantástica está fazendo é tremular a Indústria de Livros ao dizer algo semelhante a “Temos obra nacionais de qualidade!!!” … e aqueles que se sentem ameaçados por isso, certamente irão contra o movimento. Mas é mais forte aquele que confia em seus ideais. A Fantástica está realizando o seu ideal, e ponto.

Quanto à escrita.. escrever com qualidade não é relativo e não é apenas pura criatividade… se há regras, tabelas ou moldes..? bem, eu diria que há técnicas! Muitos conhecem algumas, outros a maioria, poucos todas, outros ainda as utilizam sem saber, e se dão bem. Porém, os autores que são publicados fazem uso de algumas delas, talvez das essenciais, senão não seriam publicados. Os autores devem procurar escrever bem, com qualidade. O que é a qualidade para uma editora comercial…? É a escrita comercial! Como fazê-la? rsrs Isso já é uma outra história…

Grande abraço! o/.

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Priscila responde:

Google Chrome 6.0.472.63 Windows XP

Muito obrigada pelos elogios Fernando! Fico feliz que vc tenha gostado do blog e da entrevista. A revista Fantástica realmente é um projeto ímpar! Um beijo grande e obrigada por sua visita aqui no Bookaholic! :28

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Comentou pela primeira vez, seja bem-vindo!

#15 Juh Oliveto 02-10-2010 - 11:55 -
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Demorei a ler a entrevista por causa do sono, mas adorei.
ÓTIMAS perguntas Prii! :)
Gostei, também, das respostas! Devo colocar ‘Tunes’ na minha lista de leitura… O problema é ter dindin e a fila andar :X

Beijocas!
Juh Oliveto
Livros & Bolinhos ~

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Dhyan responde:

Safari 533.18.5 Mac OS X 10.6.4

hohohoh brigado, menina! =]

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Você já comentou 46 vezes.

#16 Laryssa 04-10-2010 - 19:52 -
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fofo -q ok, ele é da Revista Fantástica? gamei -kk
adorei a capa do livro *-*
(agora que vi o A- e A+! ficou melhor de ler *-*)

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#17 Lis 16-12-2010 - 10:04 -
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Adorei a entrevista!! Pessoa simpatissima ele né.

Mto sucesso na sua vida pessoal e profissonal.

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Já comentou 228 vezes e é um verdadeiro Bookaholic!