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Bate Papo Com Lucy Rangel
Thursday 14/04/2011 às 09:00 1453 Views Arquivado em: Entrevistas

Olá pessoal!  Hoje quem vai bater papo aqui no Bookaholic é a autora Lucy Rangel. Ela é autora do livro Guardians que já foi resenhado aqui. Neste livro ela mistura cultura japonesa, signos do zodíaco e muita aventura. Lucy nos concedeu um pouco de seu tempo e participou da nossa entrevista, vamos conferir?

01) Para começar nossa entrevista, defina a Lucy Rangel.

Sou do Rio de Janeiro, tenho 27 anos e sou professora. Escrevo já há alguns anos, mas estou publicando um livro pela primeira vez. E, bem, sou canceriana. Pra quem curte horóscopo, só essa palavra já define muito rs Sou sentimental, sonhadora e altamente auto-crítica.

02) Como surgiu sua relação com a literatura? Quando começou a escrever livros?

Fui incentivada desde cedo pelos meus pais, principalmente pelo meu pai que é escritor e, como tal, leitor compulsivo. Mal comecei a aprender a ler e ele já começou a me comprar livros infantis e gibis da Turma da Mônica, então logo tomei gosto pela leitura.

Já na escrita eu comecei por acaso, escrevendo fanfics de anime. Mas logo notei que nos meus textos tinha muito mais personagens originais do que os das séries em questão, por isso não demorei até partir pras minhas próprias histórias.

03) Percebemos que no Brasil ainda é pequeno o número de pessoas que costumam ler livros com frequência. Quais você acredita serem as principais razões para este fato? E quais ações poderiam diminuir a distância entre as pessoas e a leitura?

Acho que é devido a uma série de fatores. Muitos citam o fato dos preços dos livros no Brasil serem muito altos – o que é um círculo vicioso, pois são caros porque as tiragens são pequenas, já que são pouco vendidos – mas acho que o fator mais alto é o cultural, que é algo difícil de mudar, já que passa de pai pra filho. Uma criança que não vê livros em sua casa, dificilmente virá a se interessar pela leitura – salvo exceções. Então, ao chegar a adolescência, as escolas tentam reverter isso impondo a leitura de clássicos que, além de não serem adequados ao vocabulário e assuntos de interesse de alguém com catorze ou quinze anos, ainda se tornam piores pelo fato desse aluno nunca ter tido o hábito da leitura. Consequencia: um trauma que irá acompanhá-lo pelo resto da vida, representado por frases no estilo “ler é muito chato”. Como professora, acho que uma medida que talvez ajudasse seria intensificar o estímulo à leitura logo nas séries iniciais, desde a pré-alfabetização, além de selecionar para adolescentes livros que se encaixem mais a sua faixa etária. Mas é complicado, tendo em vista que boa parte dos professores cresceu com os mesmos traumas literários.

04) A história de seu livro Guardians tem como base os signos do zodíaco e a cultura oriental. Quando e como você começou a se interessar por estes temas?

Sempre gostei muito dos dois assuntos. Cresci assistindo tokusatsus e animes, sempre tive paixão pelo Japão e sua cultura. E também sempre gostei de observar as pessoas e notar as características em comum de cada signo.

05) Como surgiu a idéia inicial de Guardians?

Como todas as minhas histórias, surgiu do nada rs. Peguei a base de alguns personagens de outra original que eu tinha iniciado e abandonado alguns meses antes e, aos poucos, fui moldando um novo enredo. Complicado dizer de onde vem a ideia, porque ela não vem de uma única vez e sim aos poucos.

06) A história Guardians está em seu segundo livro, pretende escrever o terceiro livro sobre os 12 guerreiros?

Sim, serão três livros. Na verdade, é um livro só, que foi dividido por sugestão da Editora Lexia, já que era muito grande e, como tal, ficaria completamente inviável para a venda. A história já se encontra concluída há mais de um ano.

07) Sobre a cultura japonesa, o que você citaria como exemplo a ser seguido e o contrário também, a não ser seguido ?

Como professora, nem preciso pensar duas vezes pra citar o que acho mais admirável no povo japonês: a educação. Na época da segunda guerra mundial, o Japão era um país com uma população quase inteiramente analfabeta, mas que viu a necessidade de se priorizar e investir maciçamente na educação , buscando bons resultados a longo prazo. E alcançou isso. É um exemplo que países como o nosso deviam seguir, e parar de se inventar medidas imediatistas que pouco ou nada resolvem.

Agora os pontos negativos: acho que o machismo no Japão ainda é muito forte – apesar de vir diminuindo nos últimos anos. Outra coisa que acho que precisaria melhorar (e, como protetora dos animais não posso deixar de citar… Sim, sou uma chata! rs) é a questão da caça às baleias, algo absurdamente cruel e desumano.

08) Pretende continuar escrevendo sobre temas orientais? Possui algum projeto em andamento?

Tenho vários projetos nesse estilo, os quais pretendo retomar logo que finalizar Guardians.

09) Para finalizar. pedimos que escolha um dos seus personagens do livro Guardians, e deixe um recado baseado na visão dele para nossos leitores.

Escolho você, Sniper! (ok, isso foi meio Pokémon, não?! O.o)
É claro que o escolhido fui eu, ne?!  Afinal, eu sou o cara! Well, eu e my friends Guardiões estamos muito agradecidos ao Bookaholic. Não pude deixar de notar o quanto as moças que escrevem neste blog são simpáticas (se eu disser que são bonitas, a fraquinha da Shermmie me bate. Não que eu tenha medo de mulher, ainda mais de uma mulher fraquinha, but… ), e sempre dão a maior força pra gente. Obrigado, garotas! E, claro, um beijo muito especial para as minhas fãs. Que não são poucas! Porque, afinal, eu sou o cara! =)




Sobre o autor do post:

Olá, meu nome é Fernanda, moro no RS, tenho 30 anos e sou bacharel em Sistemas de Informação. Além da tecnologia outras paixões fazem parte de minha vida: filmes, livros, músicas, fotografia. Sempre amei ler e procuro sempre estar lendo algum livro. Escrever é uma de minhas manias, além de escutar música e fotografar (de forma amadora) objetos e paisagens quando sobra tempo livre. Aqui no Bookaholic sou responsável pela seção “Bate Papo Com…”, conto com vocês para prestigiar a coluna!
E-mail: rl.nanda@yahoo.com.br



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6 Comentários em “Bate Papo Com Lucy Rangel”


#1 Óticas 14-04-2011 - 09:44 -
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Legal o post, como sempre né!

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Já comentou 104 vezes e é um verdadeiro Bookaholic!

#2 Paulinhaa 14-04-2011 - 10:06 -
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Adorei o post e adorei conhecer uma autora nova! ^^
Pena não ser meu gênero literário favorito, então, não li seus livros =\

devo dizer que concordo com a questão da falta de leitura no Brasil… preços altos e falta de incentivo dos pais!

;D

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Você já comentou 15 vezes.

#3 Raphaela 15-04-2011 - 09:52 -
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Adooorei a entrevista!!

O livro da Lucy deve ser bem dievrtido!!

Beeeijos
Rapha – Doce Encanto.

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Você já comentou 6 vezes.

#4 Josiane Veiga 15-04-2011 - 17:57 -
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Lucy é monstruosamente talentosa, e Guardians é o lançamento do ano!

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Comentou pela primeira vez, seja bem-vindo!

#5 Filipe Machado 17-04-2011 - 14:35 -
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Hum… gostei bastante da entrevista. Realmente o Brasil devia ter o Japão como exemplo em relação à educação, principalmente nossa presidenta (vamos ligar um pouco pras escolas?). Acho animes muito interessantes, mas não diria que são os que mais gosto. São em geral, os melhores mas… Ah esquece, ja perdi o rumo do comentário…

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Já comentou 276 vezes e é um verdadeiro Bookaholic!

#6 RUDYNALVA SOARES 24-04-2011 - 01:25 -
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Adorei a entrevista, bem descontraída!
E há muito tenho vontade de ler Guardians pelo fato de: misturar cultura japonesa, signos do zodíaco e muita aventura.
Bem curiosa!
Sucesso Lucy!
cheirinhos
Rudy

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Já comentou 323 vezes e é um verdadeiro Bookaholic!