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Bate Papo Com Marcelo Paschoalin
Thursday 01/12/2011 às 07:00 1076 Views Arquivado em: Entrevistas

Olá amigos!!

Eu não disse que a coluna ia vir com toda a energia? Por isso trago a vocês mais uma super entrevista, hoje com o Marcelo Paschoalin, autor de Eriana – Filha da Morte e Vida (resenha aqui). A resenha do livro está ótima, não deixem de conferir. E agora, para vocês conhecerem um pouquinho mais deste autor, convido para lerem o nosso Bate Papo.

1) Nos fale um pouco sobre você. Além de escrever, o que conquista o Marcelo?

Um bom livro, um bom papo, uma boa companhia, um bom filme, um bom… Enfim, as pequenas coisas da vida, os detalhes que me arrancam um sorriso. É isso o que torna meu dia mais maravilhoso.
Afinal, vivemos para criar maravilhas. Podemos não realizá-las todos os dias, mas é esse nosso objetivo. É o que tento fazer nas várias áreas da minha vida, razão pela qual costumo dizer que sou “escritor, psicólogo, marido – não necessariamente nessa ordem”. Mas, além de escrever, posso citar: arte 3d, vídeos (machinimas), capas, diagramações, música (tecladista), videogames e jogos de tabuleiro.

2) Você escreveu outros livros além do livro Eriana – Filha da Morte e Vida, resenhado aqui no Bookaholic. Nos fale um pouco sobre seus outros livros.

Comecei escrever em tenra idade, já no Ginasial ao me arriscar com algo que poderia ser definido hoje como uma mistura de chick-lit com fantasia urbana. Tinha treze anos naquela época, e foi o primeiro manuscrito que enviei a editoras (recusado, obviamente).
Depois escrevi um romance de fantasia que foi autopublicado quando tinha dezesseis anos. Foram 250 exemplares vendidos no total, o que sempre considerei um sucesso (quase um terço vendido em um mês). Quando reescrito, ele será uma espécie de prequela d’A última Dama do Fogo, mas isso é outra história.
Debutei comercialmente como escritor com livros de RPG. Meu primeiro foi “Anel Elemental: o Legado”, que detalha (adivinhem!) o universo fantástico dos meus romances de literatura fantástica. Em seguida veio um faroeste, chamado “1887: Sob o Sol do Novo México”. Mais tarde criei “Aventura e Magia”, um livreto de 20 páginas que disponibilizei como PDF gratuito com o básico sobre o RPG. Depois veio “Anel Elemental: a Nova Era”, onde revisitei os conceitos do universo apresentado anteriormente (eu trabalhava nos últimos detalhes d’A última Dama do Fogo na época) e “Dark Fate”, publicado em inglês, com um foco maior nos acontecimentos pós-“A última Dama do Fogo”.
Saindo do RPG, em 2010 parti para a literatura fantástica de uma vez. Escrevi “A última Dama do Fogo” e, depois de vários pedidos de leitores, o que seria um livro único tornou-se o primeiro de dois volumes. Agora, estou para lançar uma Edição Especial desse livro, uma espécie de “trilogia de dois livros publicados num volume único”, mas no próximo mês, se tudo der certo, o volume dois será lançado para que aqueles que compraram o primeiro (esgotado) possam ter acesso ao fim da saga sem terem de adquirir a Edição Especial (por mais que seja mais bonita).

3) O livro Eriana – Filha da Morte e Vida rende elogios em praticamente todos os locais em que é citado. Quais foram suas fontes, inspirações para escrever essa história de fantasia?

No meu universo fantástico (que chamo carinhosamente de “Mundo de Andora” por ter sido criado pela deusa que empresa seu nome ao mundo) existem oito deuses, representando diversas facetas da vida dos habitantes de lá, com seu próprio mito da criação. Gwyanna sempre foi para mim uma deusa com um caminho singular, pois lida com o ciclo dual de morte e vida, sendo tanto louvada como temida. Decidi que escrever a história de uma sacerdotisa investigando assassinatos em uma abadia poderia ser tão carregado de simbolismo como de aventura, então parti dessa premissa. O que eu não sabia é que a escrita iria me carregar de tal forma que terminei o livro em duas semanas… É uma narrativa episódica e, assim, deve ser considerada como um recorte de algo maior.
Outras inspirações foram desenhos de abadias alemãs do século XV (um período no qual ainda um dos meus livros se passará se eu mergulhar na ideia de escrever um romance histórico) e cenários de influência gótica. Fora a própria imagem da sacerdotisa que acabou se tornando a capa do livro.

4) A fé fervorosa da personagem que chega talvez a se aproximar da morte ao enfrentar diversos perigos, poderia ser comparável a fé cega de muitas pessoas em ideologias diversas (seja no campo religioso, político, etc) nos tempos atuais?

Não apenas nos tempos atuais: tudo o que é excessivo nos torna próximos de algo que pode ser considerado loucura. É preciso que retiremos os véus de nossos olhos quando buscamos fazer algo, e esses véus podem ter a forma de excessos, ignorância, ou vaidades. De certa maneira quis representar isso no livro de diversas maneiras, umas sutis, outras nem tanto.

5) Vamos imaginar a seguinte situação: se você fosse convidado por algum autor para fazer uma participação especial em algum livro dele, qual seria o autor que você gostaria de receber tal convite? Por quê?

Pergunta difícil… Bem se o convite chegasse a mim, teria de ser um autor vivo, então isso elimina os clássicos. E como não tenho contato com muitos autores estrangeiros, vou me limitar aos nacionais.
Sendo assim, acho que escolheria Simone O. Marques. A saga Paganus parece me atrair para seu mundo místico, com seus segredos e mistérios. É um livro que olha para mim e me diz “termine logo de escrever o que você está rascunhando e venha me ler o quanto antes”.

6) Se tivesse que escolher uma trilha sonora para representar seus livros, quais seriam as músicas e/ou artistas escolhidos?

Há partes de Eriana e d’A última Dama do Fogo que poderiam muito bem serem representadas por músicas de Loreena McKennitt, outras pelo grupo Celtic Woman… Mas esta música (http://youtu.be/ply0Xj7mZbw) é a “cara” dos meus escritos.

7) Como você vê o espaço literário disponível para os livros nacionais? Acredita que os livros estrangeiros tiram um pouco a atenção dos leitores e editoras dos livros nacionais?

Os livros nacionais estão conquistando mais espaço, mas ainda é um trabalho devagar. Estamos numa árdua jornada, batalhando e sobrevivendo. O problema, acredito, confunde-se com um paradoxo. A editora não aposta no escritor brasileiro ainda sem renome porque não sabe se ele vai ser um sucesso comercial; contudo, sem essa aposta, ele jamais o será.

8) Atualmente são tantos novos talentos literários que surgem, que talvez as editoras não consigam dar atenção a todos. Qual sua sugestão para que os vários novos escritores conquistam seu espaço?

É preciso saber qual o seu nicho e qual o seu público, escrevendo sempre para cativar aqueles que gostam daquilo que escreve. Porém, enquanto o leitor não souber que seu livro existe, é como se ele não tivesse sido escrito ainda, o que leva a uma necessidade de divulgar seu trabalho. Entrevistas em blogs maravilhosos como este, discussões e bate-papos e até mesmo vídeos são ferramentas que, aliadas ao bom uso das redes sociais, podem garantir maior visibilidade.

9) Está escrevendo outro livro? Para quando seus leitores podem aguardar um novo trabalho seu?

Claro que estou! É novembro, e decidi participar do NaNoWriMo (National Novel Writing Month). Estou quase terminando uma narrativa nova (sem título ainda!) que, se os deuses me permitirem, estará completa até dia 30! Mas esse livro ainda tem uma trajetória própria a seguir, tendo de ser reescrito, lapidado, bem cuidado como se fosse uma semente, o que leva para 2012 a próxima publicação.
Porém, neste sábado, dia 26 de novembro, será o lançamento da Edição Especial do livro “A última Dama do Fogo”… Será que conta como novo trabalho?

10) Marcelo, muito obrigada pela entrevista. Utilize este espaço para seu recado final aos leitores do Bookaholic.

Sou eu quem tem de agradecer. O Bookaholic é um dos melhores blogs que temos sobre literatura e é uma honra me tornar parte do seleto rol de entrevistados. Aqueles que quiserem conhecer meu trabalho podem acessar www.letraimpressa.com e conversar comigo pelo twitter @letraimpressa. Fico muito feliz em poder discutir com os leitores dos meus livros, pois sempre há uma troca de ideias fantástica – afinal, a história deixou de ser minha quando o texto foi lido por outro.




Sobre o autor do post:

Olá, meu nome é Fernanda, moro no RS, tenho 30 anos e sou bacharel em Sistemas de Informação. Além da tecnologia outras paixões fazem parte de minha vida: filmes, livros, músicas, fotografia. Sempre amei ler e procuro sempre estar lendo algum livro. Escrever é uma de minhas manias, além de escutar música e fotografar (de forma amadora) objetos e paisagens quando sobra tempo livre. Aqui no Bookaholic sou responsável pela seção “Bate Papo Com…”, conto com vocês para prestigiar a coluna!
E-mail: rl.nanda@yahoo.com.br



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5 Comentários em “Bate Papo Com Marcelo Paschoalin”


#1 Leitoras Anônimas 01-12-2011 - 13:36 -
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Amei o bate-papo! O Marcelo é um autor maravilhoso, que orgulho ter uma personalidade dessas em nossa literatura nacional! :28
Eu ainda não tinha visto a capa dessa edição especial d’A Última Dama do Fogo! Apaixoneiii, quero a minha logo :23
Estou ansiosa agora pelas futuras publicações do autor. Os lugares aqui na minha estante já estão reservados, rsrs

Abraços,
http://leitorasanonimas.com

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Já comentou 97 vezes e é um verdadeiro Bookaholic!

#2 Julia 01-12-2011 - 18:43 -
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Gostei da entrevista (e a resenha está escrita muito bem só pra saber)ele parece ser uma pessoa bem criativa e amei como ele descreveu a fonte de inspiração dele foi criativa pra valer

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Você já comentou 36 vezes.

#3 Philip Rangel 03-12-2011 - 17:57 -
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Gostei do bate papo, muito legal conhecer o autor e sua obra.

parabens, alias todo conteudo

Philip Rangel
Entrando Numa Fria

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Comentou pela primeira vez, seja bem-vindo!

#4 Raquel Pereira 09-12-2011 - 01:44 -
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Amei a entrevista e conhecer um pouquinho mais sobre o Marcelo.
Ainda não li suas obras, mas me parecem interessantes tbm.

Bjok

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Já comentou 51 vezes e é um verdadeiro Bookaholic!

#5 Adrielly 12-12-2011 - 17:00 -
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É sempre bom conhecer mais sobre os autores, principalmente quando eles são nacionais. Nunca li o livro dele, mas pretendo ler mais nacionais ano que vem e ele está na minha lista! Ele parece ser bastante inteligente, carismático e talentoso, muito legal!

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Você já comentou 38 vezes.