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Bate Papo Com Roberto Pellanda
Thursday 05/05/2011 às 08:00 1046 Views Arquivado em: Entrevistas

Oie pessoal que visita o Bookaholic!  Nosso bate papo dessa semana é com o autor do livro Mentes Roubadas, que foi resenhado aqui no blog : Roberto Pellanda.  Já leram a resenha? Que tal dar uma olhadinha lá, quem ainda não viu e depois vir correndo para cá ler a entrevista?  Mas agora chega de papo né? Bate papo que interessa agora é a entrevista, então vamos conferir !!   :)

01)  No livro Mentes Roubadas, você fala sobre desaparecimentos, mistério, investigação. Temas que concluímos, você goste muito. Você costuma acompanhar seriados, filmes ou livros sobre esses assuntos?

Gosto de um bom filme de suspense, principalmente aqueles que foram baseados em livros. Seriados eu não assisto por falta de tempo e hábito. Eu gostava muito de “Lost”, principalmente das primeiras temporadas. Agora, é claro, o que eu gosto mesmo é de ler… e aí leio qualquer gênero; se a história for boa estou dentro!

02) Para escrever Mentes Roubadas você fez alguma pesquisa sobre o tema policial (por exemplo: conversando com policiais ou detetives) ou tudo foi fruto de sua imaginação?

Como o livro aborda diversos eventos históricos reais, a pesquisa foi extensa e detalhada. Foi uma parte bem divertida do trabalho; encontrei, por exemplo, muita coisa interessante a respeito do projeto de controle da mente da CIA, o MK-ULTRA e sobre a Operação Paperclip, que levou (secretamente) cientistas nazistas para os EUA.

03) Você é gaúcho e mora em Porto Alegre. No entanto, em Mentes Roubadas o local escolhido para fazer parte da história foi São Paulo. Esta escolha foi feita devido São Paulo ser uma das principais cidades do Brasil ou outros motivos influenciaram nesta opção?

Morei por quase um ano em São Paulo em 2001. Foi uma experiência muito boa e adoro a cidade; colocá-la como cenário para “Mentes Roubadas” e “Insight” foi uma escolha natural.

04) O tema policial tem sido abordado por muitos meios ultimamente, como podemos perceber através dos vários seriados sobre este assunto, por exemplo. Isso pode ser devido a violência estar presente em praticamente todo o mundo?

Sim, entre muitos outros fatores. O que “Mentes Roubadas” e “Insight” tentam explorar não é a violência em si, mas sim a complexidade do mundo em que vivemos, onde as regras são ditadas pelos interesses de pessoas e organizações poderosas. Em “Insight”, por exemplo, temos um trama que mergulha fundo no submundo da indústria farmacêutica. E são estes interesses poderosos que muitas vezes geram atos de violência. É tudo uma questão de dinheiro e poder.

05) Quais são suas inspirações para a criação de uma história? Algum escritor, música, ambiente?

Gosto muito de ler e leio de tudo, mas uma inspiração para mim é um escritor inglês que mora em Portugal chamado Robert Wilson. Ele constrói tramas de suspense centradas na vida das pessoas que são incríveis. Quem quiser conhecer, recomendo inicialmente a leitura de um dos dois livros que ele tem traduzidos para o português: “Uma Pequena Morte em Lisboa”. Vale muito a pena!

06) Quais dicas você poderia dar às pessoas que pretendem escrever o primeiro livro?

Escrevam por prazer e de maneira espontânea. Depois que a primeira versão estiver pronta, aí sim é mãos à obra. Revisem de maneira obsessiva até cansar. Depois, mandem para um serviço de leitura crítica; é uma coisa que ajuda muito.

07) Quais livros você considera como favoritos?

A lista é grande, bem variada e às vezes muda a cada mês… gosto de todos do Robert Wilson, “A Quiet Flame” do Philip Kerr, as trilogias do Senhor dos Anéis e Fronteiras do Universo e por aí vai…

08) Gostaria de conhecer pessoalmente algum autor/autora? Se sim, qual e porque?

Antes de qualquer outro, primeiro gostaria de encontrar o Robert Wilson.

09) Sobre seus projetos futuros: podemos esperar para breve outro livro?

Há cerca de um ano a minha escrita sofreu uma guinada bem radical. Comecei a trabalhar em uma história de fantasia muito diferente dos dois livros policiais que já publiquei. O resultado foi um trabalho que me deixou tremendamente satisfeito e feliz. O livro já está pronto e agora batalha uma editora para ver a luz do dia. É disparado o meu melhor trabalho até aqui e estou doido para mostrar para vocês…

10) Agradecemos pela entrevista e deixamos este espaço para sua mensagem final aos nossos leitores.

Gostaria de agradecer todo o apoio e incentivo que tenho recebido de blogueiros de todos os cantos do país. Acho fantástico e importantíssimo o trabalho dos blogs literários de incentivar e cultivar o hábito da leitura. Quanto ao meu novo projeto, assim que eu tiver novidades eu posto no meu site: www.robertopellanda.com.br Obrigado pela oportunidade e um grande abraço a todos!




Sobre o autor do post:

Olá, meu nome é Fernanda, moro no RS, tenho 30 anos e sou bacharel em Sistemas de Informação. Além da tecnologia outras paixões fazem parte de minha vida: filmes, livros, músicas, fotografia. Sempre amei ler e procuro sempre estar lendo algum livro. Escrever é uma de minhas manias, além de escutar música e fotografar (de forma amadora) objetos e paisagens quando sobra tempo livre. Aqui no Bookaholic sou responsável pela seção “Bate Papo Com…”, conto com vocês para prestigiar a coluna!
E-mail: rl.nanda@yahoo.com.br



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9 Comentários em “Bate Papo Com Roberto Pellanda”


#1 Duh Araujo 05-05-2011 - 15:22 -
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Adoro o tema! Não conhecia o autor, mas agora fiquei com muita vontade de ler seus livros!

Beijos

Boys e Livros
http://boyselivros.blogspot.com

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Você já comentou 2 vezes.

#2 RUDYNALVA SOARES 06-05-2011 - 00:04 -
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Entrevista bem interessante.
Adorei o Roberto dizer que gosta das trilogias do Senhor dos Anéis, uauuuuu!
Sempre é bom conhecer um pouco mais da forma criativa.

Fernanda!
Arrasou nas perguntas, hein?
Obrigada!
cheirinhos
Rudy

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Já comentou 323 vezes e é um verdadeiro Bookaholic!

#3 Kamila Michel Raupp 06-05-2011 - 00:10 -
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Não conhecia o livro Mentes Roubadas e nem o autor Roberto e ele é de POA, minha capital! Que feio da minha parte! LKJLHDASJD
Mas eu adorei a matéria, sucesso para o autor!

Beijão, Kamila.

http://vicio-de-leitura.blogspot.com

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Você já comentou 34 vezes.

#4 RUDYNALVA SOARES 06-05-2011 - 01:02 -
Mozilla Firefox 3.6.17 Windows XP

Ei pessoal!
TEm sorteio lá no blog, vão participar por favor.
Obrigada!
http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com/2011/04/sorteio-mistureba-1_27.html
cheirinhos
Rudy
ps: Pri, desculpa a invasão, tá?kkkk

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Já comentou 323 vezes e é um verdadeiro Bookaholic!

#5 Fernanda Rocha 06-05-2011 - 10:40 -
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Obrigada Rudy pelo elogio (adorei)….valeu pessoal pelos comentários!!

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RUDYNALVA SOARES responde:

Mozilla Firefox 3.6.17 Windows XP

Fernandinha!
Falar a verdade é preciso!
Você está arrasando.
cheirinhos
Rudy

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Já comentou 119 vezes e é um verdadeiro Bookaholic!

#6 Alinne Lopes 06-05-2011 - 14:13 -
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Gostei muito da entrevista.
É muito bom saber qual foi a motivação,da onde surgiu a ideia do autor a escrever determinado livro e também conhecer seus gostos literários.
Adorei saber um pouco mais a respeito de Roberto Pellanda.
Parabéns á equipe Bookaholic e muito sucesso ao autor.
Beijos.

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Você já comentou 12 vezes.

#7 Amanda 13-05-2011 - 00:03 -
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Gostei muito da entrevista ( como todas as entrevistas que você faz são ótimas essa não poderia ficar de fora! )Foi interessante ele abordar esse assunto sobre investigação, mistérios, histórias policias agora eu mudo a minha opinião: estou vendo que essas histórias policiais estão ganhando grande espaço aqui no Brasil!Isso é bom, é. Mas também é ruim porque o Brasil deveria também explorar outros tipos de contos não só os policiais..
E quanto ao motivo dele para colocar São Paulo em Mentes Roubadas, eu vejo por outro lado: Foi bom São Paulo ter sido a cidade do livro porque é a mais populosa de nosso país e automaticamente é onde acontece o maior índice de violência, crimes, achei ótima a escolha dele. Mas tudo tem o seu lado ruim, acho que os autores nacionais não deveriam focalizar só nessas “cidade grandes” afinal gente Brasil não é só São Paulo e Rio de Janeiro, fica a dica!
E bom, pra terminar achei também incrível ele mudar o tipo de escrita dele: sair dos policiais para a fantasia, afinal, tornaria-se muito repetitivo se fosse só livros policiais né? Espero pela próxima entrevista com ânimo!!

[Responder]

Roberto responde:

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Olá, pessoal.
Amanda você tem toda a razão, para mim foi muito interessante escrever uma história de fantasia. A lógica foi toda diferente e o desafio de colocar a cabeça para funcionar em algo diferente foi muito bacana.
Um grande abraço a todos e obrigado pelo incentivo!!!
Roberto Campos Pellanda

[Responder]

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