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Bate Papo Com Stella Rezende
Thursday 04/08/2011 às 07:00 2305 Views Arquivado em: Entrevistas

Olá amigos!! Início de mês, as férias para muitas pessoas já foram… Mas o que vocês acham em começar este mês de agosto falando de um livro super interessante? Conhecem o livro “A Mocinha do Mercado Central”? Aqui no Bookaholic, vocês podem encontrar a resenha deste livro, clicando aqui.  E além da resenha, vocês poderão conferir a entrevista com a autora Stella Rezende. Super simpática e atenciosa, ela nos concedeu a entrevista do nosso Bate Papo de hoje. Lembrando que estamos sorteando um exemplar de “A Mocinha do Mercado Central”, para saber mais sobre a promoção clique aqui.  Agora sim, vamos conferir o bate papo com a Stella? Abraços!!!

1) Para iniciar nossa entrevista, gostaríamos de saber: o que mais lhe fascinou no mundo literário? O que despertou em você o desejo de escrever livros?

Desde pequenininha, as palavras me fascinavam, pela sonoridade, pelas entonações, pelos múltiplos significados. Mineira de Dores do Indaiá, eu adorava ouvir histórias de assombração e todas as narrativas da tradição oral, mistérios impregnados de mineiridade, uma visão de mundo poética e encantadora. Quando minha mãe contava histórias, fazia pausas, silêncios que diziam coisas mágicas e emocionantes. Mais tarde, já em Belo Horizonte, comecei a inventar minhas próprias histórias, em voz alta, para meus irmãos e vizinhos. Não preparava o enredo, gostava de inventar na hora, deixava que a imaginação me conduzisse… E inventava histórias que surpreendiam e encantavam! Aos oito anos, fiz uma “composição”, que hoje se diz redação. Eram mais de dez páginas de uma narrativa que chamou a atenção da professora Marlene, que ao me devolver o texto, disse: “Stellinha, você vai ser escritora!” A partir daí, passei a freqüentar mais assiduamente o lugar mais importante da escola, a biblioteca. Ora, se eu ia ser escritora, precisava ficar mais perto dos meus colegas… Desembestei a ler Cecília Meireles, Monteiro Lobato, Olavo Bilac, Casimiro de Abreu, Heli Menegale e Gonçalves Dias, além dos contos de fadas.

2) Um de seus livros, “A Mocinha do Mercado Central”, fala da personagem Maria. Maria viaja por várias cidades do Brasil e em cada local muda seu nome. Estas várias mudanças, foram uma forma dela tentar conhecer a si mesma? Saber quais seriam os limites de seus sonhos ou se estes limites existiam?

Maria, a protagonista do romance A mocinha do Mercado Central, surgiu com uma força arrebatadora, cheia de paixão pela vida, bom humor, olhar crítico, adorável introspecção, extrema sensibilidade e uma verdade terrível no passado de sua mãe. Nunca planejo nada antes de começar um texto, faço questão de deixar que as palavras e as entrelinhas venham pela magia da imaginação, e de súbito a presença de Maria ditou o ritmo e todas as sutilezas do texto. Ao conhecer Valentina Vitória, sua nova vizinha, e ouvir a explicação de que Valentina Vitória significa “forte vencedora”, e Maria significa “a escolhida”, Maria tem a ideia de brincar com os significados dos nomes, talvez levada pelo sentimento de que sua vida precisava de novos significados. Decide então viajar por diferentes lugares do Brasil e a cada lugar ser chamada por um nome diferente, para viver experiências que cada nome poderia suscitar. No íntimo, talvez ela quisesse saber quem ela era de fato, ou quais Marias existiam dentro dela. Não se conformava com a violência que a mãe havia sofrido e se sentia impulsionada a saber mais coisas da sua história. Era como se a brincadeira com os nomes fosse uma mágica, uma forma criativa e instigante de levá-la ao desconhecido. Ser “a escolhida” – o primeiro significado – lhe permitiu novos significados, entre eles o de escolher, e então Maria escolheu sonhar, brincar, inventar, viajar, mudar, reorganizar, refazer, renascer. Ir em busca do desconhecido é um modo fascinante de se conhecer a si mesmo. “Não sei quantas almas tenho”, diz o verso de Fernando Pessoa, e para os sonhos não há limites. Por meio de uma viagem, seja por lugares ou livros, nossas diferentes almas têm apaixonantes possibilidades de explicar, negar, confirmar, contradizer, transgredir, reescrever a condição humana e o mundo.

3) A personagem Maria Campos está cativando muitas pessoas que lêem o livro. Esta personagem foi criada apartir de alguém real, alguma pessoa que você conheceu pessoalmente ou que você tenha conhecido sua história de vida; ou você criou ela totalmente da sua imaginação?

Maria Campos surgiu da minha imaginação, mas certamente veio também das muitas leituras que fiz, das observações e da memória que guardo da adolescência, quando minhas amigas e eu inventávamos nomes diferentes para nós, no intento de fazermos de conta que éramos outras pessoas. O simples fato de mudarmos de nome nos dava a impressão de que éramos alguém diferente e isso nos divertia muito. É mágico imaginar que, ao se chamar Beatriz, uma mocinha seja “aquela que faz os outros felizes”. Mas, se quiser se tornar Vanda, será “aquela que peregrina pelos campos”, e isso a fará viver outras aventuras. Um rapaz pode ser Raimundo, “um protetor poderoso”, mas também pode ser Emílio, “um simples trabalhador corajoso e obstinado”. A par dos significados dos nomes, Maria brinca também com as palavras “mágico” e “imagina”, entrando num mundo de sonhos e realidades que se interpenetram e se redimensionam.

4) A história de “A Mocinha do Mercado Central” tem a participação especial do ator Selton Mello. Porque a escolha de um ator para fazer parte da história da Maria?

Selton Mello apareceu de repente na história, sem que eu nem ao menos desconfiasse de que haveria um ator famoso nas aventuras de Maria. Sou apaixonada por teatro e cinema e com toda a certeza essa paixão trouxe para dentro da vida de Maria alguém especial, por meio da poesia e da magia do cinema. Quando adolescente, eu também me apaixonei por artistas, como qualquer mocinha sonhadora. Ao assistir ao filme “Lisbela e o prisioneiro”, protagonizado por Débora Falabella e Selton Mello, Maria se sente atraída pela poética presença do personagem interpretado por Selton Mello, que é um dos atores mais criativos do mundo, um artista extremamente sensível, um sonhador com ar de mistério, características encantadoras para a protagonista do livro. Portanto, não escolhi Selton Mello para as aventuras de Maria; foi uma parte contida e tímida de Maria que, impelida pela magia do cinema, se sentiu mais solta e mais livre, deixando-se levar por uma paixão platônica, sentimento muito comum na adolescência. Outro aspecto relevante é que Selton Mello é um artista muito querido dos brasileiros, e eu gosto de valorizar nossa cultura, nossos ídolos, nossa arte. Imagina, é mágico! Ao ler os originais de A mocinha do Mercado Central, Selton Mello se encantou pela linguagem e pela trama. “As aventuras da menina protagonista deste livro encheram meus olhos e minha imaginação. Em tempos anêmicos, essa leitura faz sonhar e encher o peito de alegria”, diz ele, em seu lindo texto que se tornou a apresentação do livro. São muitas as mágicas que envolvem a história de Selma Gilda Nídia Miriam Simone Teresa Zoraida Maria Campos.

5) O seu livro “A Mocinha do Mercado Central” foi lançado recentemente e você tem publicados outros diversos livros. Para que nossos leitores possam conhecer um pouco sobre outros títulos de seus livros, poderia citar e comentar alguns deles?

Tenho mais de trinta livros publicados. Na mesma tarde de junho de 2011 em que lancei no Salão do Livro da FNLIJ, Rio de Janeiro, A mocinha do Mercado Central, editora Globo, lancei também A guardiã dos segredos de família, edições SM, ganhador do Prêmio Barco a Vapor 2010, que é considerado, para textos inéditos, o prêmio literário mais importante do Brasil. Já ganhei outros prêmios importantes, como o Bienal Nestlé de 1988 para Alegria Pura, Scipione, e por três vezes o Prêmio Nacional de Literatura João-de-Barro, o mais tradicional prêmio do Brasil para textos infantojuvenis, com O último dia de brincar, Miguilim, 1986, O artista na ponte num dia de chuva e neblina, Saraiva, 2001 e A mocinha do Mercado Central em 2008. A maioria dos meus livros recebeu o selo de Altamente Recomendável para Jovens pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, a FNLIJ. Além disso, três livros foram indicados ao Jabuti, e em 2007 o romance A biblioteca e o vento do mistério ganhou o Prêmio Bolsa para Autores com Obra em Fase de Conclusão, Fundação Biblioteca Nacional. Publiquei pela editora Moderna alguns livros que fizeram muito sucesso e em breve serão reeditados: O demônio do rio, O sonho selvagem, O túnel do amor, Os nomes do amor (parceria com Marcos Bagno) e Sem medo de amar, sendo que este último teve mais de vinte edições. Recebi centenas de cartas de leitores apaixonados pelo Sem medo de amar, um livro de histórias de amor que encantou uma geração que até hoje ainda escreve para mim, agora por emails, é claro… O romance A filha da vendedora de crisântemos, Paulus, foi selecionado para o Programa Nacional Biblioteca na Escola/FNDE/MEC em 2010 e Família contadeira de histórias, ganhador do Prêmio Literatura Para Todos/MEC/OEI, tem lançamento previsto para o segundo semestre de 2011.

6) Você viaja para diversos lugares do Brasil e também para outros países com o projeto Oficina Letras Mágicas. Nos conte sobre o que se trata essa oficina.

A oficina Letras Mágicas consiste em dinâmicas e exercícios de leitura e escrita, com ênfase no texto literário, para que os participantes se encantem com a beleza da palavra, a sonoridade, os diferentes significados, o ritmo, as pausas, o foco narrativo, a poeticidade, o estilo, as figuras de linguagem. A partir do encantamento, todos se sentem motivados a criar seus próprios textos, que podem ser crônicas, poemas, contos ou romances.

7) Existem diversas pessoas que estão iniciando suas carreiras como autores. Na sua opinião, quais os cuidados principais que estes autores iniciantes precisam ter ao escrever seus primeiros livros?

Quais cuidados os autores iniciantes precisam ter ao escrever seus primeiros livros? Escrevi um livro que responde exatamente a essa pergunta. Esses livros dentro da gente, uma conversa com o jovem escritor, editora Casa da Palavra. Com humor e linguagem poética, aponto e comento as inúmeras dificuldades do jovem escritor, recomendo leituras imperdíveis, observações indispensáveis, modos de olhar e reinventar possibilidades. Trata-se de um livro que é considerado “uma bíblia” por vários escritores e professores de universidades, que o adotam em sala de aula e oficinas literárias. Eis um trecho que é muito citado em blogs e sites: “Quem quer escrever, escreve. Principalmente, se terminou de ler um livro maravilhoso. Um livro maravilhoso escreve outros livros dentro da gente. É preciso saber ler esses livros dentro da gente”.

8) Todos os meses centenas de livros são lançados em todo o mundo. Novas histórias, novas experiências sendo compartilhadas. Em uma visão geral a respeito do mundo literário, o que pode ser melhorado? Quais temas poderiam ser mais abordados e quais já estão saturados?

Cada escritor tem seu projeto estético. Alguns optam pelo estereótipo, o óbvio e repetitivo, aquilo que já se sabe que atrai e vende bem. Outros enveredam por caminhos mais difíceis e sinuosos, não abrem mão da qualidade literária. Mas é claro que todos querem ter muitos leitores, pois “a gente escreve pra ser amado, pra atrair e encantar”, como disse Mário de Andrade. A sofisticação de um texto bem-cuidado tem seu espaço, encontra seus leitores, que certamente são pessoas mais sensíveis e mais exigentes. A editora Globo, ao publicar A mocinha do Mercado Central, teve um cuidado enorme com o projeto visual e essa é uma tendência importante. Os leitores querem livros bonitos, encantadores no texto e nas imagens. O que mais precisa ser melhorado é o acesso ao livro, com mais bibliotecas, mais espaço nas livrarias, distribuição mais inteligente, mais divulgação nas diferentes mídias, mais livreiros que gostem de ler, mais incentivo à leitura literária, mais professores apaixonados pela arte da palavra, mais respeito com o escritor e o leitor, que criam e recriam o livro, tornando-o um objeto mágico e rico de múltiplos sentidos, capaz de reinventar a humanidade e o mundo.

9) Quem gosta de ler sempre tem um livro ou personsagem favoritos. Quais são os seus favoritos e por que?

O que mais me atrai num livro é a linguagem, ou seja, o modo de contar é muito mais instigante do que a própria história em si. Meus livros favoritos são de autores que primam por um trabalho intenso com a palavra: Machado de Assis, Clarice Lispector, João Guimarães Rosa, Lewis Carroll, Cecília Meireles, Monteiro Lobato, José Saramago, Fernando Pessoa, J. D. Salinger, Graciliano Ramos, Helena Morley, Amós Oz e Lygia Fagundes Telles. Na sequência, uma obra de cada um: Dom Casmurro, Perto do coração selvagem, Grande sertão: veredas, Alice no país das maravilhas, Viagem, Reinações de Narizinho, O ano da morte de Ricardo Reis, Poemas completos de Alberto Caeiro, O apanhador no campo de centeio, Vidas secas, Minha vida de menina, De repente, nas profundezas do bosque e Ciranda de pedra.

10) Agradecemos muito sua atenção Stella. Deixamos este espaço para seu recado final aos nossos leitores.

Convém arrumar um lugar agradável para escrever. Uma biblioteca, empilhadinha de livros por todos os lados, seria o ideal. Colocar a mesa com vista para um pé de jabuticaba seria a glória. Se nada disso for possível, dar um jeito de ter pelo menos o seu tugúrio, o seu aconchego. Ainda que escreva com a televisão ligada ou com a mãe esgoelando: vem, meu filho, anda, termina de guardar as coisas que você espalhou pela casa toda, pelo amor da Hóstia Consagrada, eta menino desordeiro, cremdeuspai! Ou então: desse jeito, minha filha, quando você casar, o seu marido vai almoçar e jantar livro… Você só pensa em livro, eu hem, o que vai ser de você? Vive escrevendo essas coisas sem pé nem cabeça… Isso tem futuro?
Isso tem presente. Garante a aventura presente, vamos lá, converse com a sua mãe, diga-lhe que esse proseio já findou, os tempos são outros-tais; já tem muito menino-homem que divide as tarefas domésticas.
Insisto: arrume um bom lugar para escrever. O requinte seria um sótão. Ou um porão. E trate de ter uma gravura por perto, uma cafeteira, um pratinho com biscoitos, um suco de laranja e um vaso de begônias.
Mas a gente escreve em qualquer lugar. Em ônibus, avião, até num quarto escuro, sem comida, sem consolo, sem notícias. Escrever já é um lugar mágico de se viver.

In: Rezende, Stella Maris. Esses livros dentro da gente, uma conversa com o jovem escritor, Casa da Palavra, RJ.




Sobre o autor do post:

Olá, meu nome é Fernanda, moro no RS, tenho 30 anos e sou bacharel em Sistemas de Informação. Além da tecnologia outras paixões fazem parte de minha vida: filmes, livros, músicas, fotografia. Sempre amei ler e procuro sempre estar lendo algum livro. Escrever é uma de minhas manias, além de escutar música e fotografar (de forma amadora) objetos e paisagens quando sobra tempo livre. Aqui no Bookaholic sou responsável pela seção “Bate Papo Com…”, conto com vocês para prestigiar a coluna!
E-mail: rl.nanda@yahoo.com.br



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9 Comentários em “Bate Papo Com Stella Rezende”


#1 Rafaella Fustagno 04-08-2011 - 12:38 -
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Oi

Não conhecia essa ecsritora, que fofa! até as fotos estão mt legais~!!!
NOssa,e ainda tem Selton Mello na história O.o uhull..amo esse ator! rio horrores com as atuações dele! Fiquei interessada!

Bjos
Raffa Fustagno
http://livrosminhaterapia.blogspot.com/

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Fernanda Rocha responde:

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Olá Rafaela: ela é superr querida mesmo, adoreiii entrevistá-la. O livro parece ser superrr bom né? Leia ele e nos conte o que você achou. Bjinhos.

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thamiris responde:

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como vaz para ír no pate papo?

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Você já comentou 14 vezes.

#2 Leitoras Anônimas 04-08-2011 - 13:22 -
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Adorei o bate-papo! Deu para ver que a Stella é inteligentíssima, e também super simpática! Mais do que nunca eu fiquei com vontade de ler o livro dela, principalmente por causa das ótimas resenhas que eu já li sobre a obra na blogosfera.

Adorei :23

http://leitorasanonimas.blogspot.com

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Fernanda Rocha responde:

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Leitoras anônimas: ela é inteligente , gentil, super querida. O livro dela me conquistou muitooo. Obrigada pelo recadinho. Bjuss.

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Já comentou 97 vezes e é um verdadeiro Bookaholic!

#3 Camila Oliveira 04-08-2011 - 22:29 -
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Adoreei a entrevista!! ^^

Passei em seu blog para conhecer e amei aqui! estou seguindo :)
Se você puder passar pelo meu blog e adoraria, é novo e nao temos mts seguidores
http://www.coffeplusbooks@hotmail.com
beijos, Camila

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Fernanda Rocha responde:

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Oie Camila…achoo que já te conheço, hehehehee. Que bom que veio conhecer aqui e que gostou! Teu blog é ótimoo, indicooo!! Bjnhos.

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Comentou pela primeira vez, seja bem-vindo!

#4 Larissa 05-08-2011 - 11:30 -
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Quando você postou a resenha o livro A mocinha do mercado Central, eu fiquei com muita vontade de ler. E agora depois do pate-papo com ela, eu percebi que a autora é muito legal.
Então, preciso desse livro! :23

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Fernanda Rocha responde:

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Oie Larissa…a resenha que a Pri fez ficou ótimaaa mesmo. E que bom que junto com a entrevista sua vontade de ler ele aumentou. Quando ler ele venha nos contar suas conclusões…bjinhos.

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Já comentou 197 vezes e é um verdadeiro Bookaholic!