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Eu e Os Livros: Gleice Couto
Friday 11/01/2013 às 08:30 2015 Views Arquivado em: Eu e os Livros

Olá pessoal!
Meu primeiro post do ano! Como passaram a virada?
A minha foi muito boa! Sinto que esse ano será um ótimo ano!

Então vamos para nossa primeira entrevista com nossos leitores. E lembrando, quem quiser ser entrevistado pode deixar um comentário abaixo, ou me mandar um e-mail.
Um ótimo ano para todos!

gleice-couto-perfilGleice Couto, tem 30 anos, mora no Rio de Janeiro. É jornalista, escritora, leitora compulsiva, blogueira e com um senso de humor que eu acho divertidíssimo. Fã de U2, House, Machado de Assis, ela não cozinha nada e pelo jeito vai esquecer o meu nome hehehe.
Blog: Murmúrios Pessoais | Twitter: @mpessoais | Skoob

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[A Guerra dos Tronos] Uma trama onde mocinhos e vilões se confundem, onde magia e animais fantásticos são reais, tudo ambientado entre guerras e disputas, o livro de R. R. Martin pode ser considerado uma obra prima. Qual é o seu personagem preferido e qual a sua expectativa para os próximos livros que serão lançados?

Fico muito dividida entre o Tyrion e o Snow, tanto que nem consigo escolher um preferido entre os dois. É que ambos são personagens com atrativos próprios, mas com um senso do que é certo genuíno – só que cada um à sua maneira. A coragem impulsiva e quase ingênua do Snow me conquistou, assim como a coragem calculada e sempre bem humorada de Tyrion. Sobre o futuro da série, não me atrevo a dizer o que acho que vai acontecer. Não sou aquele tipo de fã que fica bolando mil teorias e tal. Prefiro descobrir com o tempo só o que está na cabeça do autor. E como a mente do GRRM é uma caixinha de surpresas, tudo pode acontecer…

[A Última Nota] Alguns autores se aventuram em parcerias para escrever seus livros, porém em alguns casos essas parcerias levam ao fracasso… Porém A Última Nota, escrita por Felipe Colbert e Lu Piras mostra que certas parcerias dão muito certo. A união dos autores, na sua opinião, juntou os melhores traços da escrita do Felipe e da Lu?

Com certeza. Na minha humilde opinião, os dois juntos funcionam melhor do que separados. Por terem traços diferentes de escrita, mas por possuírem uma qualidade ímpar, conseguiram trazer o melhor de cada um para esse livro. A Última Nota deveria ser traduzido para o inglês e lançado lá fora. Viraria bestseller.

[Cinquenta Tons de Cinza] Livros que exploram um lado mais erótico sempre existiram na literatura, podemos citar Lolita de Vladimir Nabokov, O Cortiço de Aluísio de Azevedo, mas recentemente surgiu uma enxurrada de novos livros eróticos, entre eles a série Cinquenta Tons é a mais aclamada entre as mulheres. Você acha que as mulheres deixaram de lado os preconceitos e embarcaram nessa onda de livros eróticos, ou ele virou sucesso só por causa do falatório?

Esse tipo de livro sempre existiu, só que agora apareceu com uma roupagem diferente, mas “sofisticada”. Essa enxurrada de livros eróticos são livros de banca com um trabalho editorial de melhor qualidade e só. O ruim disso, para mim, é que são mal escritos. Premissas fracas, personagens rasos, e cenas de sexo risíveis. Todo mundo é lindo, ninguém brocha, todo mundo atinge o orgasmo… Se é pra ler fantasia, leio GRRM, rs, – ao menos é bem escrito.

[Eu, Robô] Em 1950 quando Eu, Robô foi publicado não se imaginava que depois de 50 anos estaríamos tão dependentes da tecnologia e é tão comum lermos distopias ou livros passados no futuro que já imaginamos certas coisas do futuro. Você acha que Azimov ficaria surpreso com o grande uso de robôs, ou ficaria decepcionado ao perceber que alguns robôs militares não obedecem as Três Leis da Robótica?

As Três Leis da Robótica são ótimas, mas convenhamos, são dignas de um mundo utópico. Onde tem a mão do homem, não tem como dá certo. Se os robôs são criados pelo homem, consequentemente, serão impregnados de ambições egoístas e vis. Se nem o próprio homem tem ética, imagine robôs! Acho, por isso, que Azimov ficaria triste, mas mudaria seu discurso, rs – lançaria uma distopia bem realista, se ainda estivesse vivo.

[Jogador Nº 1] Pra quem é bem geek fissurado em jogos e louco pelos anos 80, esse livro é um prato cheio, muita ação e referências a filmes, jogos e easter eggs. Algo que também chamou minha atenção no livro foi a amizade entre Wade e Aech, apesar da grande competição que havia no Oasis, os dois tinham uma relação bem amistosa, se ajudando sempre que possível. Você acha que numa competição vale tudo para conseguir ganhar, ou a amizade passa por cima de tudo?

Acredito que somos compelidos a competir desde antes do ventre materno. Isso mesmo, voltemos aos espermatozoides e aquela competição louca para fecundação de um óvulo. A partir daí, tudo é sobre competição – mas em níveis diferentes. Por pensar desse jeito, acredito que temos que encarar a competição como uma mudança de fases (como em um vídeo game mesmo), onde você precisa de pontos extras, derrubar algumas barreiras, pegar algumas coisas pelo caminho, largar outras… Mas nunca sozinho. Ninguém consegue nada sozinho, então é idiotice criar rivalidades. No final de tudo, quando você passar por todas essas fases, você vai lembrar é de quem percorreu esse caminho com você (amizade) e não das coisas em si que você ganhou ou perdeu.

[O Nome do Vento] Em um de seus vídeos você comentou que você não se apaixona muito pelos personagens masculinos, porém Kvothe foi um dos personagens que você citou como um dos quais você gostou. Qual característica dele que chamou mais a sua atenção?

A inteligência, a arrogância e sua origem humilde. É um personagem muito complexo. Você não gosta da arrogância dele, pois ele sabe que é inteligente e se orgulha disso de um modo pouco modesto; por outro lado, como você vai discordar disso? Ele é inteligente. A sua origem humilde e tudo o que ele passou não ser uma barreira para aquilo que ele mais sonhava também é demais. Um exemplo de superação. Então, é isso. Um personagem humano – com defeitos e qualidades, exatamente como qualquer um de nós.




Sobre o autor do post:

Sou o Gustavo, um nerd assumido! Tenho 24 anos, formado em Sistemas de Informação, moro em Urussanga - SC, Capital do Bom Vinho e da Cultura Italiana. Quem me conhece sabe que eu estou sempre com um livro na mão, e já pensando o que vou ler na sequência. Curto muitas séries, baseadas ou não em livros, e também sou fissurado em filmes adaptados de livros... And may the odds be ever in your favor!
E-mail: gustavo.ronconis@gmail.com



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4 Comentários em “Eu e Os Livros: Gleice Couto”


#1 Fernanda Rocha 12-01-2013 - 16:41 -
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Essa coluna é muito legal, comecei a ler quando a Dana fazia. E depois de tanto tempo acompanhando acho que gostaria de participar. Meu e-mail: trilhasculturais@gmail.com

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gustavo responde:

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Olá Fernanda!

Obrigado por acompanhar a coluna.
Pode deixa que vou colocar você na lista dos entrevistados!

Beijos

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Já comentou 126 vezes e é um verdadeiro Bookaholic!

#2 Anni 12-01-2013 - 23:43 -
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Eu achei bem bacana a entrevista e assi como a Glei eu tbm amo o Snow, o Tyrion é bem bacana também, mas o Snow é amor! Adorei o comentário sobre 50 Tons, e concordo, prefiro ler GRRM, muito mais inteligente e não precisa ter uma cena de sexo pra te deiar arrepiada(o) e exitada(o) kkkkk Ainda não li A última Nota mas to bem curiosa, e esse ano se Deus quiser eu leio Jogador nº1 esse livro parece ser genial! Eu, Robo parece ser bem bacaninha também! Parabéns pela Entrevista, pergntas inteligentes e ótimas respostas! Adorei a coluna ;D

Bjs

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gustavo responde:

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Muito obrigado Anni :D

Realmente GRRM é muito melhor que 50 Tons! Mas eu prefiro a Daenerys :26

Beijos

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